No planejamento, 25 feiras agrícolas para 2026. É assim que o Bradesco Seguros vai abocanhando maiores fatias do agronegócio para a contratação de linhas de proteção agrícola em máquinas que também correm riscos no escritório à céu aberto do agricultor, as lavouras. Dentro da carteira de seguros da companhia, o agronegócio já tem peso relevante: 65% da carteira de riscos diversos desta frente do banco vem de equipamentos agrícolas.
Em 2025, foram cerca de 65 mil máquinas seguradas, com crescimento de 14% em relação ao ano anterior, destaca o diretor comercial do braço da instituição, Leonardo Freitas.
Em termos de receita, o Bradesco Seguros registrou cerca de R$ 326 milhões em prêmios apenas com máquinas agrícolas no ano passado. “Esse crescimento foi de 14% sobre 2024 e, quando olhamos os últimos cinco anos, a evolução chega a 120% em relação a 2020”, afirma.
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Publicado em 2026-04-29 07:46:47Para 2026, a previsão é manter o ritmo de crescimento. “Somos otimistas, principalmente pela nossa atuação em feiras e pela proximidade com corretores e produtores. A perspectiva é continuar crescendo a taxas de dois dígitos”, afirma ao CNN Agro.
O avanço tecnológico no campo, combinado com o aumento do valor dos equipamentos agrícolas, tem elevado também a percepção de risco entre produtores rurais, acrescenta o executivo. É isso que leva o seguro a ganhar espaço como ferramenta estratégica para garantir continuidade da produção, deixando de ser apenas uma ferramenta preventiva.
“Hoje a gente vê investimentos muito altos, alta tecnologia e riscos climáticos cada vez mais presentes. O seguro entra como uma proteção financeira para mitigar danos”, afirma. A volatilidade das commodities e à exposição da produção às oscilações climáticas têm despertado na cadeia agrícola uma sensação de urgência para assegurar propriedades, entretanto, a penetração de seguros agrícolas, em geral, é baixa.
Perdas com máquinas, por exemplo, podem ultrapassar R$ 5 milhões. “Em uma situação de calor extremo ou atrito, pode haver um incêndio. Sem seguro, o produtor precisa buscar recursos para repor esse equipamento. Com o seguro, a reposição é imediata e a produção não para”, frisa o executivo.
Apesar dos avanços, a penetração do seguro rural no Brasil ainda é considerada baixa. “Se a gente olha para os Estados Unidos, cerca de 90% das lavouras são seguradas. No Brasil, esse número está entre 10% e 15%”, compara.
Para Freitas, o principal desafio é reduzir a complexidade percebida pelo produtor. Atualmente, culturas como soja e milho concentram a maior cobertura securitária no país. “São commodities com maior apelo para o seguro e também maior apetite das seguradoras”, explica.
Além da proteção patrimonial, o diretor comercial ressalta que o papel da tecnologia na evolução do setor também contribui para que o produtor se convença a aderir uma linha de seguro. “Estamos usando inteligência artificial, big data e métodos preditivos para mapear riscos climáticos e o comportamento do consumidor. Isso permite oferecer uma consultoria de risco mais precisa por meio dos corretores”, reforça.