O ministro do STF Alexandre de Moraes se tornou o principal interlocutor do comandante do Exército, Tomás Paiva, em assuntos que envolvem militares investigados pela Justiça. A iniciativa dos contatos parte, na maioria das vezes, do próprio general, que busca o magistrado para obter informações sobre investigações e esclarecer dúvidas sobre o cumprimento de decisões judiciais envolvendo integrantes das Forças Armadas.
Esse tipo de diálogo se repete em outras situações, inclusive para definir como agir com militares investigados ou presos, estabelecendo critérios internos dentro do Exército conforme a gravidade dos casos. Nesse contexto, ganha relevância a informação de que o Exército credenciou o Banco Master para operar empréstimos consignados, repassando cerca de R$ 39 milhões em pouco mais de um ano, segundo dados enviados pelo Coaf à CPI do Crime Organizado. O relatório aponta indícios de irregularidades na movimentação dos recursos, como concentração em uma mesma titularidade e dificuldade de rastrear beneficiários finais. Embora o Exército sustente que não houve prejuízo público, por se tratar de valores privados, a sobreposição entre decisões administrativas, relações institucionais e investigações financeiras levanta suspeitas da influência do ministro sobre a governança e os mecanismos de controle envolvendo as Forças Armadas.
Gilmar nega crise no STF e diverge de colegas
O ministro do STF Gilmar Mendes afirmou não enxergar uma crise institucional na Corte e disse discordar de colegas que apontam esse cenário, como a ministra Cármen Lúcia. Em entrevista, ele comparou a situação a um “copo meio cheio” e atribuiu a percepção de instabilidade a problemas internos, como falhas na gestão processual e demora em julgamentos, especialmente no âmbito do TSE.
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Publicado em 2026-04-20 11:17:11Gilmar também minimizou polêmicas recentes envolvendo o Supremo, como citações ao caso do Banco Master, classificando o tema como secundário diante de questões mais amplas. Para o ministro, embora o tribunal não esteja imune a críticas, não há fundamento para tratar o momento como uma “grande crise”, defendendo que eventuais falhas não representam um colapso institucional.
PGR e AGU pedem ao STF rejeição de ação do PT
A Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Advocacia-Geral da União (AGU) se manifestaram ao STF contra uma ação apresentada pelo PT que busca impor limites mais rígidos à delação premiada, defendendo que o pedido seja rejeitado. O processo, que estava parado desde 2021, foi recentemente liberado para julgamento pelo ministro Alexandre de Moraes e voltou ao debate em meio a investigações sensíveis, como o caso envolvendo o Banco Master e a possível delação do empresário Daniel Vorcaro. As duas instituições argumentam que já existem mecanismos legais suficientes para regular o uso das delações, e que mudanças amplas deveriam ser tratadas pelo Legislativo, não pelo Judiciário.
PT gasta R$ 411 mil em impulsionamento com ataque a Flávio Bolsonaro
O diretório nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) passou a utilizar o impulsionamento pago em redes sociais para propagar conteúdos críticos ao senador Flávio Bolsonaro, marcando uma mudança de postura em relação a uma prática que a legenda historicamente condenava e atribuía aos seus adversários políticos. A estratégia foca em ampliar o alcance de publicações negativas envolvendo o parlamentar, evidenciando a adesão do partido a ferramentas de marketing digital agressivo para intensificar o embate direto e influenciar a opinião pública no ambiente virtual.
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