Ana Paula Siebert: é seguro realizar combo de cirurgias estéticas?
Influenciadora mexeu nas orelhas, olhos e até trocou próteses de silicone
A influenciadora Ana Paula Siebert, 38, revelou na última sexta-feira (24) que passou por um combo de procedimento cirúrgicos e estéticos de uma vez só para mudar a aparência. A mulher de Roberto Justus, 70, revelou que ficou muito satisfeita com os resultados e entregou que teve pequenas cicatrizes, que devem sumir em breve. Existe, porém, um debate sobre a segurança de realizar muitas cirurgias de uma vez só.
A famosa contou que trocou as próteses de silicone e optou pela redução de volume — de 380 ml para 250 ml —, além da retirada de excesso de pele na região. Ela também realizou blefaroplastia inferior (retirada de pele da região dos olhos), radiofrequência para flacidez nos braços e a correção do furo das orelhas, que se alargaram por causa do uso de brincos grandes.
À CNN Brasil, Andressa Vargas, dermatologista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), avaliou que é necessário ter cautela na hora de realizar um combo de procedimentos. "Embora associar procedimentos possa parecer vantajoso pela praticidade e por uma recuperação única, o risco aumenta quando há maior tempo cirúrgico, maior área corporal manipulada, mais incisões, maior perda sanguínea e exposição prolongada à anestesia", declarou.
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Publicado em 2026-04-27 20:05:07A médica explicou que existem riscos que podem afetar a vida dos pacientes durante as cirurgias. "Entre as possíveis complicações estão sangramentos, infecções, seromas, trombose, embolia pulmonar, alterações de cicatrização, necrose de pele e complicações anestésicas. Estudos em cirurgia plástica apontam que cirurgias com duração superior a quatro horas e procedimentos associados estão entre os fatores ligados a maior risco de complicações", afirmou.
Apesar de não ser o caso de Ana Paula Siebert, existem casos que a reversão do procedimento se torna uma necessidade, no entanto, há casos em que é impossível refazer o processo. "No caso dos procedimentos realizados na pele, a possibilidade de reversão depende muito da técnica e do produto utilizado", avaliou Andressa.
Ela seguiu: "Preenchimentos com ácido hialurônico, por exemplo, podem ser tratados com hialuronidase em situações de excesso de produto, resultado indesejado ou algumas complicações. Ainda assim, nem tudo é completamente reversível, especialmente quando há cicatrizes, fibroses, alterações vasculares, necrose, pigmentações ou procedimentos cirúrgicos com retirada de pele. Por isso, o ideal é sempre prevenir: indicação correta, avaliação médica individualizada, conhecimento anatômico e realização em ambiente seguro são fundamentais".
Em relação à blefaroplastia inferior, os riscos são ainda maiores. "Cirurgias em áreas sensíveis, como as pálpebras, exigem atenção redobrada. A região periocular tem estruturas delicadas e qualquer excesso de retirada de pele, alteração cicatricial ou mudança na dinâmica palpebral pode provocar consequências funcionais, não apenas estéticas", declarou ela.
A dermatologista chamou atenção para possíveis deformações na região. "Entre os possíveis problemas estão dificuldade de fechamento dos olhos, ressecamento ocular, irritação crônica, assimetrias, retrações palpebrais e, em casos raros, comprometimento visual. Portanto, procedimentos nessa região precisam ser muito bem indicados e realizados por profissionais habilitados, com avaliação prévia adequada e acompanhamento pós-operatório rigoroso", pontuou.
Por fim, a especialista explicou que é necessário ter ponderação na hora de escolher quais procedimentos estéticos serão realizados. "A busca por resultados rápidos não pode se sobrepor à segurança. Em estética, o melhor resultado não é apenas aquele que transforma, mas aquele que respeita os limites do corpo, a saúde do paciente e o tempo adequado de recuperação", concluiu.