A indecisão do eleitorado brasileiro, apontada por pesquisas de intenção de voto, abre margem para o chamado voto útil nas próximas eleições presidenciais. É o que avalia Isabel Mega, analista de Política da CNN, no Bastidores CNN, ao examinar os dados mais recentes sobre o comportamento eleitoral no país.

Segundo a análise, o cenário atual já apresenta um quadro relativamente consolidado no que diz respeito aos candidatos mais competitivos. “A gente já parte de um cenário que está mais do que cristalizado, consolidado, com Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como competidor do presidente Lula (PT) no segundo turno das eleições”, afirma Isabel Mega. No entanto, a situação dos demais candidatos é bem diferente e pode influenciar diretamente essa dinâmica.

Eleitores de Caiado, Zema e Ciro ainda podem mudar de voto

A pesquisa analisada revela que 45% dos eleitores ainda não têm o voto definido. Quando o recorte é feito por candidato, os números são ainda mais expressivos entre os apoiadores de nomes como Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Ciro Gomes (PSDB). De acordo com os dados, quase 62% dos eleitores que declaram intenção de votar em Caiado afirmam que ainda podem mudar de decisão. Entre os eleitores de Zema, chega a quase 70%. Já no caso de Ciro Gomes, o índice é ainda mais elevado: 91,4% dos seus eleitores dizem que podem mudar o voto.

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“Tem aquele candidato que é o do coração e tem o candidato que é aquele voto mais racional, chamado voto útil”, explica Isabel Mega. A analista destaca que há uma percepção de que o eleitor ainda não se engajou profundamente com a escolha presidencial, o que amplia o potencial de migração de votos. No caso de Ciro Gomes, ela ressalta que, caso ele avance com o projeto presidencial, pode atrair votos tanto da direita quanto da esquerda, dado seu trânsito entre diferentes espectros políticos.

 

Governo aposta no fim da jornada 6×1 como bandeira eleitoral

Diante desse cenário, a análise também aborda a estratégia do governo atual em relação à proposta de fim da escala de trabalho 6×1. A mesma pesquisa mostra que 73% da população aprova o fim dessa jornada, enquanto 21% são contrários. Além disso, para 46% dos entrevistados, a aprovação da medida melhoraria a avaliação do governo, ao passo que 24% afirmam que pioraria.

“Isso aqui ajuda a explicar o porquê que o governo está muito empenhado em entregar o fim da jornada 6×1”, analisa Isabel Mega. Segundo ela, a articulação em torno da proposta é intensa e conta com a Câmara dos Deputados como agente facilitador. A analista acrescenta que, no campo mais ideológico, a estratégia também passa por retomar um mote antissistema, central na origem do PT, algo que já teria aparecido, por exemplo, na fala de Lula no 1º de maio.

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Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/analise-indecisao-de-eleitor-abre-margem-a-voto-util/