A disputa em torno do fim da escala 6×1 no Congresso Nacional está sendo diretamente influenciada pelo calendário eleitoral. É o que avalia Clarissa Oliveira para o Live CNN, ao comentar o avanço da proposta e os movimentos dos diferentes campos políticos envolvidos na negociação.
Segundo Clarissa, o próprio governo, que inicialmente demonstrava forte resistência à agenda, acabou abraçando o tema ao perceber o impacto que a medida poderia ter nas urnas. “O avanço dessa proposta no Congresso Nacional tem a ver diretamente com a questão eleitoral, uma vez que o próprio governo do presidente Lula (PT) lá atrás tinha uma resistência muito forte em relação a essa agenda, acabou abraçando esse tema porque entendeu que isso ia ter um impacto significativo nas urnas”, afirmou.
O governo federal já sinaliza disposição para flexibilizar algumas de suas posições mais rígidas. Entre as concessões em debate, está a possibilidade de oferecer algum tipo de auxílio a microempresários e empresas menores que venham a ser significativamente impactados pela mudança — algo que, até então, o governo descartava. No entanto, há um ponto em que o governo não demonstra intenção de ceder: a velocidade de implementação da medida. “O governo não está querendo abrir mão de um efeito rápido desse projeto. Quer que o fim da escala 6×1 passe a valer logo, porque senão como é que vai colher isso nas urnas?”, destacou Clarissa.
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Essa queda de braço, conforme aponta a analista, está se construindo nas negociações que ocorrem dentro da Comissão Especial e entre os diferentes campos do Congresso e o Executivo Federal. A comissão deve ouvir nesta semana Dario Durigan, secretário-executivo da Fazenda, e Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, para avançar nas discussões sobre o tema.