Caiado defende união da direita após áudios de Flávio Bolsonaro

Declaração ocorre após críticas de bolsonaristas a reações de políticos, como Romeu Zema, que classificou como "imperdoável" a atitude de Flávio

Alan Cardoso, *, São Paulo

O ex-governador de Goiás e pré-candidato ao Planalto, Ronaldo Caiado (PSD-GO), pregou nesta quarta-feira (13) uma união antipetista após a revelação de que Flávio Bolsonaro (PL) pediu que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro patrocinasse a cinebiografia do seu pai, Jair Bolsonaro.

"Não podemos deixar que o centro-direita se divida. Não sou oportunista", disse Caiado. "Nós precisamos, mais do que nunca, fazer com que a centro-direita brasileira não se divida, não rompa essa unidade para que possamos, aí sim, aquilo que é o fundamental, derrotar o PT e o Lula nas urnas no segundo turno."

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A declaração ocorre após o clã Bolsonaro ter criticado as reações de políticos de direita sobre a relação de Flávio e Vorcaro. O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), classificou a atitude do senador como "imperdoável".

Segundo Eduardo Bolsonaro, Zema estaria se aproveitando de uma "acusação sem fundamentos". Já Carlos Bolsonaro disse que o ex-governador de Minas Gerais "passou de todos os limites".

Mais cedo, Caiado chegou a afirmar que Flávio "deve responder aos questionamentos sobre o financiamento do filme e as relações com o dono do Master".

Agora, na nova postagem, Caiado mudou o tom e pediu uma "reflexão", afirmando que "falhas de ordem pessoal devem ser tratadas por cada um que venha ser denunciado".

Entenda

Segundo reportagem divulgada nesta quarta-feira (13) pelo Intercept Brasil, Flávio negociou um repasse de US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões, diretamente com o dono do Banco Master para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A reportagem afirma ter tido acesso a áudios, mensagens, documentos e comprovantes bancários ligados à negociação entre os envolvidos. Os recursos seriam destinados à produção do longa "Dark Horse", cinebiografia inspirada na trajetória política do pai de Flávio, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Documentos mostram que pelo menos US$ 10,6 milhões, cerca de R$ 61 milhões, foram pagos entre fevereiro e maio de 2025, em seis transferências bancárias para financiar o projeto.

*Sob supervisão de João Ker



Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/politica/caiado-defende-uniao-da-direita-apos-audios-de-flavio-bolsonaro/