O acidente nuclear de Chernobyl não deve ser visto como “história”, mas como uma “responsabilidade permanente”, diz Rafael Grossi, diretor da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) na ocasião do “sombrio aniversário” de 40 anos do desastre que é ainda a maior catástrofe radioativa do mundo.
Em mensagem de vídeo divulgada neste domingo (26), Grossi afirma que sua organização trabalha em conjunto com a Ucrânia ao longo destas quatro décadas para “entender o que aconteceu, comunicar a verdade e apoiar a longa jornada de remediação e recuperação“.
Após o acidente, autoridades definiram uma zona de exclusão em um raio de 30 quilômetros da usina por conta da contaminação. Atualmente, grandes trechos desta área apresentam níveis de radiação próximos ao normal, mas, especialmente ao redor do reator destruído, o terreno ainda é considerado altamente contagioso.
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Publicado em 2026-04-26 04:00:15Em 2025, autoridades ucranianas afirmaram que um drone russo atingiu a usina e danificou o escudo protetor que reveste o reator destruído no incidente de 1986. À época, Grossi afirmou que a estrutura “havia perdido suas funções primárias de segurança, incluindo a capacidade de confinamento, mas também constatou que não houve danos permanentes às suas estruturas de suporte de carga ou sistemas de monitoramento”.
O diretor da AIEA afirmou que reparos foram feitos na estrutura de 256 metros de largura que cobre o reator quatro, mas que uma “restauração completa” segue necessária “para evitar maiores danos e garantir a segurança nuclear a longo prazo”.
“Nossas equipes estão em todas as plantas nucleares na Ucrânia, para apoiar a segurança nuclear e manter o mundo informado quanto ao que está acontecendo”, disse Grossi em sua declaração.