A costa leste do Nordeste deve receber volumes elevados de chuva até o próximo domingo (17). Capitais como Recife, João Pessoa, Fortaleza e São Luís podem registrar acumulados entre 100 mm e 150 mm no período, aumentando o risco de alagamentos, enchentes e deslizamentos de terra.
Segundo a agência de meteorologia Climatempo, a situação mais crítica é esperada para as regiões metropolitanas de Recife e João Pessoa. Nas duas capitais, o acumulado de chuva dos primeiros 12 dias de maio já superou a média histórica prevista para todo o mês.
Em João Pessoa, foram registrados 326,4 mm de chuva entre 1º e 12 de maio, acima da média histórica de 288 mm para o mês inteiro. Em abril, o acumulado chegou a 557 mm, mais que o dobro da média climatológica de 236 mm. Segundo dados do Cemaden, a região de Bayeux/São Bento acumulou 570,4 mm no mês passado.
Recomendamos para você
Lula embarca neste domingo para reunião do G7 na França; governo vê chance de reunião com Trump
Planalto aposta em encontro entre Lula e Trump no G7 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva...
Publicado em 2026-06-14 00:00:31
Igor Thiago diz que “faltou concentração” para o Brasil na estreia da Copa
"Mais velhos têm nos abraçado", disse o atacante na saída de campo em Nova York...
Publicado em 2026-06-13 21:49:03
Parque do Povo reúne torcedores para estreia do Brasil na Copa do Mundo durante São João de Campina Grande
Parque do Povo reúne torcedores para estreia do Brasil na Copa do Mundo durante São João ...
Publicado em 2026-06-13 21:37:07Já em Recife, a região de Nova Descoberta registrou 386,9 mm apenas nos primeiros 12 dias de maio, acima da média mensal de aproximadamente 320 mm. Em abril, o acumulado foi de 518,8 mm. Dados do Cemaden apontam volumes entre 300 mm e 600 mm em diferentes áreas da Grande Recife, com destaque para Olinda, onde choveu 604 mm.
O excesso de chuva acumulado desde abril deixa o solo encharcado e eleva os níveis de rios e canais, cenário que aumenta o potencial para ocorrências como deslizamentos de encostas, transbordamentos e alagamentos urbanos.
De acordo com a Climatempo, a chuva intensa é provocada pela atuação de uma nova onda de leste próxima ao litoral da Paraíba e de Pernambuco. Ventos marítimos mais intensos aumentam a entrada de umidade, enquanto a circulação atmosférica em níveis mais altos favorece a formação de nuvens carregadas.
Outro fator que contribui para o cenário é a temperatura do mar acima da média na costa leste do Nordeste. O aquecimento das águas aumenta a evaporação e fornece mais umidade para a atmosfera, favorecendo a manutenção das áreas de instabilidade.
Previsão de instabilidade
A previsão indica tempo instável ao longo de toda a semana entre o litoral do Rio Grande do Norte e o sul da Bahia. A passagem de uma frente fria pelo litoral baiano também deve estimular a formação de novas áreas de chuva.
Na costa norte do Nordeste, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) segue ativa e mantém o risco de chuva moderada a forte em cidades como Fortaleza e São Luís. A previsão é de cerca de 100 mm de chuva nos próximos cinco dias nas duas capitais.
Em abril, a Grande Fortaleza acumulou entre 250 mm e 430 mm de chuva, enquanto a região de São Luís registrou 570,6 mm no período, segundo o Cemaden. As duas capitais estiveram entre as mais chuvosas do país no mês passado.
Nordeste enfrenta impactos das chuvas
As fortes chuvas que atingem o Nordeste desde o início do mês levaram governos estaduais a adotarem medidas emergenciais diante dos danos registrados. Na Paraíba, foi decretada situação de emergência em cidades do litoral e do agreste após registros de alagamentos, deslizamentos e prejuízos à infraestrutura.
Equipes da Defesa Civil atuam no atendimento às ocorrências e no suporte à população afetada, com registro de famílias desalojadas e desabrigadas em diferentes municípios. As autoridades monitoram áreas de risco e orientam moradores sobre medidas de segurança.
Em Pernambuco, os temporais também provocaram impactos em diversas cidades, com ocorrências concentradas na Região Metropolitana do Recife e na Zona da Mata. Há registros de vítimas e mobilização de estruturas de assistência, com distribuição de itens emergenciais e apoio às famílias atingidas.
Especialistas e autoridades apontam que o cenário reforça a necessidade de investimentos em infraestrutura urbana e políticas de prevenção, diante da recorrência de eventos extremos durante o período chuvoso na região.