Ciro Nogueira define Conrado Gontijo para defesa no caso Master
Decisão vem após Antônio Carlos Almeida Castro anunciar a saída do caso na manhã desta segunda-feira (11)
O advogado criminalista Conrado Gontijo passa a defender o senador Ciro Nogueira (PP-PI) no caso Master. A informação foi confirmada à CNN Brasil nesta segunda-feira (11) pelo PP (Partido Progressistas).
A troca de advogado acontece após o escritório Almeida Castro, Castro e Turbay Advogados comunicar à imprensa que não representaria mais o senador no caso. Segundo o advogado Antônio Carlos Almeida Castro, o Kakay, a saída foi em "comum acordo".
Sócio-fundador do escritório Corrêa Gontijo, em São Paulo, Conrado Gontijo é formado em Direito pela USP (Universidade de São Paulo), com doutorado em Direito Penal pela mesma universidade. Sua dissertação de mestrado teve como tema "O crime de corrupção no setor privado".
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Publicado em 2026-05-11 18:12:48O defensor assume o caso após Ciro Nogueira ser alvo de busca e apreensão na última semana no âmbito da quinta fase da operação Compliance Zero da PF (Polícia Federal).
Segundo os investigadores, o senador teria recebido uma mesada com valores entre R$ 300 mil e R$ 500 mil para atender a interesses de Daniel Vorcaro no Legislativo.
Os agentes encontraram trocas de mensagens entre Filipe Cançado Vorcaro, primo do banqueiro, e o empresário, em que comentavam os valores pagos.
Além dos valores pagos, os documentos também mostram uma suposta série de vantagens indevidas ao parlamentar e sua família, como acomodações e restaurantes de luxo bancados com um cartão do dono do Banco Master.
Ao ser questionada, a defesa afirmou por nota que o senador "não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados" e se colocou à disposição para prestar esclarecimentos.
"Pondera, por fim, que medidas investigativas graves e invasivas tomadas com base em mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros, podem se mostrar precipitadas e merecem a devida reflexão e controle severo de legalidade, tema que deverá ser enfrentado tecnicamente pelas Cortes Superiores muito em breve, assim como ocorreu com o uso indiscriminado de delações premiadas", completa a defesa.
*Sob supervisão de Lucas Schroeder