Estrutura de ônibus que explodiu em um atentado de grupos armados colombianos em frente a uma base militar no oeste da Colômbia, em 24 de abril de 2025. Joaquín Sarmiento/ AFP Pelo menos 31 ataques da guerrilha foram registrados no sudoeste da Colômbia durante o fim de semana, entre eles a detonação de uma bomba em uma rodovia que deixou 21 mortos, segundo o balanço mais recente do governo. O balanço de vítimas fatais no ataque com explosivos no sábado no departamento do Cauca subiu para 21, disse, nesta segunda-feira (27), o ministro da Defesa, Pedro Sánchez, à rádio Caracol. Outras 56 pessoas ficaram feridas. Desde a sexta-feira foram registradas 31 ações da guerrilha em três departamentos do sudoeste do país, disse à AFP uma porta-voz das Forças Militares. Os ataques são atribuídos a uma facção dissidente da guerrilha das Farc, comandada pelo insurgente conhecido como Iván Mordisco, o criminoso mais procurado da Colômbia, que se financia principalmente com o tráfico de cocaína. A "onda terrorista" é uma resposta a operações militares na região, assegurou o ministro Sánchez à Blu Radio, qualificando estas ações como "crimes de guerra". O Cauca, com uma extensa superfície de cultivos de entorpecentes, é um dos departamentos mais assolados pela violência da guerrilha antes das eleições gerais de 31 de maio. O presidente esquerdista Gustavo Petro tachou os rebeldes de "terroristas" e ordenou que a força pública redobre sua perseguição. Os principais candidatos presidenciais também condenaram os atos de violência. Os ataques semeiam um "clima de medo" às vésperas das eleições, disse no X o esquerdista Iván Cepeda, favorito nas pesquisas de intenção de voto e herdeiro político de Petro, que não pode disputar a reeleição. Após chegar ao poder, em 2022, Petro tentou sem sucesso negociar a paz com as maiores organizações armadas, que fortaleceram suas fileiras nos últimos anos. "Estes não são atos isolados, são parte de um plano de desestabilização do desgoverno de Petro", disse o advogado direitista Abelardo de la Espriella, segundo colocado nas pesquisas. "Este governo permitiu que a violência cresça", disse, por sua vez, a senadora Paloma Valencia, candidata do partido do ex-presidente Álvaro Uribe (2002-2010) e originária do Cauca, que disputa ombro a ombro com De la Espriella por uma eventual vaga no segundo turno.

Fonte: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/04/27/colombia-registra-mais-de-31-ataques-da-guerrilha-desde-sexta.ghtml

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