Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha, registrou uma queda de 40% no número de famílias dependentes do Bolsa Família entre o final de 2024 e abril de 2026. A prefeitura implementou uma estratégia ativa de visita domiciliar e encaminhamento direto de beneficiários aptos para o mercado de trabalho formal.
Qual foi a principal estratégia adotada pelo município?
A cidade parou de apenas esperar o cadastro e passou a ir até as casas dos beneficiários. O foco principal foram pessoas que têm plenas condições de trabalhar, mas estavam sem ocupação. A prefeitura ajudou na elaboração de currículos e buscou vagas em setores fortes da região, como a indústria do vinho, móveis e turismo, facilitando inclusive que o emprego fosse próximo à residência do trabalhador.
O que os números mostram sobre a eficácia desse modelo?
Em novembro de 2024, havia 2.115 famílias recebendo o auxílio; em abril de 2026, o número caiu para 1.266. Enquanto a dependência diminuía, a economia real crescia: só em 2025 foram criados mais de 1.100 empregos com carteira assinada na cidade, um aumento de 2,5% em relação ao ano anterior. Isso mostra que o segredo foi trocar a transferência de renda pela autonomia financeira.
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Publicado em 2026-05-09 20:53:36Como a redução do benefício impactou as contas da cidade?
Curiosamente, menos pessoas no Bolsa Família resultou em mais dinheiro para o cofre público municipal. Com a conversão de beneficiários em trabalhadores formais, houve um aumento na arrecadação de impostos como o ICMS (sobre circulação de produtos) e o ISS (sobre serviços). A lógica é que uma economia ativada pelo trabalho gera riqueza própria e diminui os custos sociais do Estado.
Qual é a crítica feita ao modelo federal de assistência?
Especialistas apontam que o modelo atual do governo federal foca na expansão indefinida de benefícios, o que pode gerar uma cultura de dependência. Um estudo da FGV Ibre indica que, estatisticamente, para cada duas famílias que entram no programa, uma deixa de procurar emprego. Em nove estados brasileiros, já existem mais pessoas recebendo o auxílio do que trabalhadores com carteira assinada.
Quais são os novos caminhos sugeridos para a emancipação econômica?
Além da conexão direta com empresas, economistas sugerem a oferta obrigatória de cursos técnicos para quem recebe o auxílio. O objetivo é que o programa funcione como uma ponte temporária, e não como uma renda perpétua que passa de pai para filho. A ideia é reformar as regras para que o benefício não 'compita' com o salário mínimo, desestimulando a formalização.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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