Um dos prejudicados com a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de suspender a lei da dosimetria foi Filipe Martins, ex-assessor de Jair Bolsonaro. Em meio à indefinição sobre a possibilidade de redução da pena, a defesa do ex-assessor trabalha em outras estratégias para que o processo não passe por Moraes.
A informação foi repassada por Ricardo Scheiffer, advogado de Filipe Martins, durante entrevista ao programa Sem Rodeios, da Gazeta do Povo. Assista à entrevista completa clicando aqui. Questionado se poderia seguir o caminho adotado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, de pedir a revisão criminal e consequente anulação da condenação, Scheiffer disse buscar outros caminhos.
“Nós escolhemos o caminho de aguardar. Temos várias peças já prontas, mas prefiro não expor por uma questão de estratégia. São caminhos possíveis de seguir para não ter que passar pelo Alexandre de Moraes, que age de maneira temerária e cujas atitudes geram insegurança jurídica”, explicou o advogado.
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Ex-assessor está detido em condições precárias, diz advogado
Filipe Martins foi condenado a 21 anos e seis meses de prisão, acusado de envolvimento no suposto plano de golpe de Estado que teria como chefe o ex-presidente Jair Bolsonaro. A principal acusação é de que ele teria trabalhado na criação da chamada “minuta do golpe”.
Ele está preso na Cadeia Pública de Ponta Grossa (PR) e, segundo Ricardo Scheiffer, em condições precárias. “Ele está em uma situação completamente desajustada, exposto a intempéries em uma cela improvisada”, aponta. Em razão disso, a defesa do ex-assessor pediu que o caso seja encaminhado à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).