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A senadora Soraya Thronicke está empenhada numa cruzada contra Frei Gilson. Sim, aquele que, durante a Quaresma, conseguia reunir inacreditáveis 1,5 milhão de fiéis para rezar o terço às 4h da matina – e que está sendo acusado de, pasmem!, “estimular o feminicídio”. Pode uma coisa dessas?! Só porque as pregações do Frei Gilson, sempre fieis às Escrituras, e de uma profundidade rara entre os pregadores-celebridades, contrariam alguns dos preceitos da religião secular professada pela expoente do setor moteleiro.

Ah, Soraya. Ah, Soraya. Eu bem poderia vir aqui agora e dar vazão à minha raiva diante disso que vejo como uma investida ridícula do Maligno contra o sacerdote. Dá vontade. Dá vontade de usar todo o meu vocabulário de insultos, seguido por uma enxurrada de pontos de exclamação. Mas não vou fazer isso. Primeiro porque não pretendo macular este espaço de reflexão e humor; depois porque vai contra os princípios desta Gazeta do Povo. E, por fim, porque isso que há 30 segundos era raiva já passou e foi substituído por pena da mulher disposta a vender a alma assim, em praça pública, em troca de likes e votos.

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Prestenção, gente!

Melhor, pois, usar este espaço para propor uma reflexão rápida ao leitor, também ele provavelmente enfurecido pelo piti da senadora que, coitada, não entendeu nada. Absolutamente nada. O leitor que neste momento talvez esteja se perguntando como foi que essa senhora entrou para o Senado. Pois respondo: foi com o voto de 373.712 sul-mato-grossenses que acreditaram na lealdade da moça que posava de bolsonarista e conservadora. Cidadãos que se deixaram levar pela mentalidade tribal que tanto nos cega e emburrece.

Aliás, vendo aqui os ataques da Senadora Soraya Thronicke ao Frei Gilson, fico me perguntando como foi que conseguimos montar um Senado tão cheio de desqualificados na direita. E repare: nas eleições deste ano é bem capaz de repetirmos o erro, mais uma vez nos deixando encantar por promessas de lealdade ideológica que somente os escravos da política conseguem fazer e, depois, quebrar. Com a maior cara-de-pau. Porque é assim, na base da mentira, que agem esses pobres-diabos embevecidos pela própria “esperteza” e rebeldia. Tem que prestar atenção, gente. Muita atenção. E, por mais difícil que seja (e é), tem que rezar pela conversão da Juma.

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