Diretora de Inteligência Nacional dos EUA renuncia ao cargo

Tulsi Gabbard deve permanecer no cargo até o final de junho; ela explicou que auxiliará o marido, que está com câncer

A diretora de Inteligência Nacional dos Estados Unidos, Tulsi Gabbard, anunciou nesta sexta-feira (22) que está renunciando ao cargo. Ela deixará o governo no dia 30 de junho.

Com isso, Aaron Lukas, então vice-diretor principal de Inteligência Nacional, assumirá o cargo de diretor interino da agência.

Gabbard publicou uma carta nas redes sociais, na qual explicou que seu marido está lutando contra um câncer.

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"Meu marido, Abraham, foi recentemente diagnosticado com uma forma extremamente rara de câncer ósseo. Ele enfrentará grandes desafios nas próximas semanas e meses. Neste momento, preciso me afastar do serviço público para estar ao seu lado e apoiá-lo integralmente nesta batalha", comentou.

Donald Trump repostou a carta de Gabbard na rede social Truth Social e lamentou a saída da diretora.

"Não tenho dúvidas de que ele [marido de Gabbard] logo estará melhor do que nunca. Tulsi fez um trabalho incrível e sentiremos muita falta dela", afirmou o presidente dos EUA.

Mandato marcado por desacordo com a Casa Branca

Nas últimas semanas, funcionários da Casa Branca ouviram rumores de que Gabbard planejava deixar o cargo. Mas, até duas semanas atrás, ela negava que estivesse saindo do governo, disse um alto funcionário da administração federal.

Seu mandato foi marcado por mensagens contraditórias e confusas, particularmente em relação à guerra dos EUA com o Irã, o que por vezes a colocou em desacordo com a Casa Branca.

Gabbard é veterana da Guarda Nacional do Exército e ex-congressista democrata, tendo representado o 2º Distrito Congressional do Havaí. Ela fez história como a primeira samoana-americana e hindu praticante no Congresso.

Candidatou-se à Presidência pelo Partido Democrata em 2020, apresentando-se como veterana da Guerra do Iraque e defensora de uma política externa anti-intervencionista, antes de deixar o partido dois anos depois.

Em 2024, apoiou Trump, fazendo campanha com ele e ajudando-o a se preparar para o debate com a então vice-presidente Kamala Harris.

Gabbard filiou-se ao Partido Republicano antes da eleição e integrou a equipe de transição de Trump após sua vitória. O presidente, então, a nomeou diretora de inteligência nacional, o cargo mais alto que supervisiona as 18 agências que compõem a comunidade de inteligência.

Recentemente, Kristi Noem, secretária de Segurança Interna, e Pam Bondi, procuradora-geral, também se demitiram do governo Trump.



Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/diretora-de-inteligencia-nacional-dos-eua-renuncia-ao-cargo/