Diretora de Inteligência Nacional dos EUA renuncia ao cargo
Tulsi Gabbard deve permanecer no cargo até o final de junho; ela explicou que auxiliará o marido, que está com câncer
A diretora de Inteligência Nacional dos Estados Unidos, Tulsi Gabbard, anunciou nesta sexta-feira (22) que está renunciando ao cargo. Ela deixará o governo no dia 30 de junho.
Com isso, Aaron Lukas, então vice-diretor principal de Inteligência Nacional, assumirá o cargo de diretor interino da agência.
Gabbard publicou uma carta nas redes sociais, na qual explicou que seu marido está lutando contra um câncer.
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Publicado em 2026-05-22 15:00:14"Meu marido, Abraham, foi recentemente diagnosticado com uma forma extremamente rara de câncer ósseo. Ele enfrentará grandes desafios nas próximas semanas e meses. Neste momento, preciso me afastar do serviço público para estar ao seu lado e apoiá-lo integralmente nesta batalha", comentou.
Today, with great humility and sincere appreciation, I shared the below letter with President Trump. It has been a profound honor to serve the American people as DNI. pic.twitter.com/iBi6eURzvE
— DNI Tulsi Gabbard (@DNIGabbard) May 22, 2026
Donald Trump repostou a carta de Gabbard na rede social Truth Social e lamentou a saída da diretora.
"Não tenho dúvidas de que ele [marido de Gabbard] logo estará melhor do que nunca. Tulsi fez um trabalho incrível e sentiremos muita falta dela", afirmou o presidente dos EUA.
Mandato marcado por desacordo com a Casa Branca
Nas últimas semanas, funcionários da Casa Branca ouviram rumores de que Gabbard planejava deixar o cargo. Mas, até duas semanas atrás, ela negava que estivesse saindo do governo, disse um alto funcionário da administração federal.
Seu mandato foi marcado por mensagens contraditórias e confusas, particularmente em relação à guerra dos EUA com o Irã, o que por vezes a colocou em desacordo com a Casa Branca.
Gabbard é veterana da Guarda Nacional do Exército e ex-congressista democrata, tendo representado o 2º Distrito Congressional do Havaí. Ela fez história como a primeira samoana-americana e hindu praticante no Congresso.
Candidatou-se à Presidência pelo Partido Democrata em 2020, apresentando-se como veterana da Guerra do Iraque e defensora de uma política externa anti-intervencionista, antes de deixar o partido dois anos depois.
Em 2024, apoiou Trump, fazendo campanha com ele e ajudando-o a se preparar para o debate com a então vice-presidente Kamala Harris.
Gabbard filiou-se ao Partido Republicano antes da eleição e integrou a equipe de transição de Trump após sua vitória. O presidente, então, a nomeou diretora de inteligência nacional, o cargo mais alto que supervisiona as 18 agências que compõem a comunidade de inteligência.
Recentemente, Kristi Noem, secretária de Segurança Interna, e Pam Bondi, procuradora-geral, também se demitiram do governo Trump.