Um agente do Serviço Secreto viu um suspeito armado com uma espingarda disparar em direção às escadas que levavam a um salão de hotel onde o presidente Donald Trump, membros de seu gabinete e alguns dos principais jornalistas do país estavam reunidos no sábado para o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, afirmaram promotores federais em novo documento judicial apresentado nesta quarta-feira (29).
O documento, que expõe o argumento da promotoria para manter o suspeito detido enquanto aguarda julgamento, oferece uma cronologia mais detalhada do ataque do que se sabia anteriormente, além de um relato completo do arsenal que o suspeito havia acumulado.
Os promotores argumentaram que “não há combinação de condições que possa garantir razoavelmente a segurança da comunidade” caso o suspeito seja libertado, apontando para o grau de preparação e a possibilidade — evitada por “mera sorte” — de que ele poderia ter matado pessoas e causado danos graves.
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Publicado em 2026-04-29 17:20:27Eles classificaram o plano como um ato de “violência política extrema”.
“A escolha de alvos pelo réu demonstra a natureza profundamente perigosa de sua conduta”, escreveram os promotores. “Tentativa de homicídio é sempre um crime grave, mas quando a vítima pretendida é o presidente dos Estados Unidos, bem como outros membros de alto escalão do governo, as consequências potenciais são de grande alcance.”
Um mês de preparação
Cole Tomas Allen, um homem de 31 anos da Califórnia, é acusado de tentativa de assassinato do presidente e outras acusações relacionadas ao tiroteio. Ele ainda não apresentou defesa formal, e seu advogado não respondeu imediatamente a um pedido de comentário na quarta-feira.
Os promotores federais afirmam que ele viajou para Washington, DC, após uma longa jornada de trem pelo país, aproximando-se do salão do Washington Hilton na noite de sábado com o que descreveram como um “verdadeiro arsenal”. Isso incluía uma espingarda calibre 12 de ação por bombeamento, uma pistola calibre .38, várias facas e punhais, além de grande quantidade de munição para recarga, segundo o documento.
De acordo com a promotoria, o planejamento começou semanas antes do jantar. Em 6 de abril, pouco mais de um mês após Trump anunciar que participaria do evento, Allen pesquisou informações sobre a ocasião e reservou uma estadia de duas noites no Washington Hilton para o fim de semana do evento.
Os promotores dizem que ele pesquisou detalhes do jantar, cronograma, anfitrião e possíveis participantes.
Quatro dias antes do ataque, em 21 de abril, Allen deixou Los Angeles em um trem da Amtrak com destino a Chicago. Em 23 de abril, embarcou em um segundo trem para Washington, DC.
Durante a viagem de Chicago à capital, Allen passou o tempo lendo uma matéria de um jornal local intitulada “Cena social: seu guia para o fim de semana do Jantar dos Correspondentes da Casa Branca de 2026”, segundo o documento. Ele chegou à Union Station em 24 de abril, pegou o metrô até Dupont Circle e fez check-in no Hilton, onde ocorreria o evento, por volta das 15h15.
O dia do jantar
No dia do evento, segundo o documento, Allen saiu do quarto várias vezes e buscou no celular a agenda do presidente.
Por volta das 20h03, ele tirou uma foto de si mesmo refletido no espelho do quarto, mostrando armas presas ao corpo.
Após verificar a agenda do presidente pela última vez, ele deixou o quarto por volta das 20h15. Cerca de 12 minutos depois, assistia a vídeos ao vivo em sites de mídia mostrando a chegada do presidente ao hotel. Os promotores afirmam que ele programou previamente o envio de um e-mail detalhando suas intenções para familiares, amigos e um ex-empregador, para ser entregue às 20h30.
O ataque
Minutos depois de assistir à chegada do presidente, por volta das 20h30, Allen se aproximou do ponto de segurança em um andar acima do salão onde estavam o presidente, membros do gabinete e jornalistas. Antes de chegar ao local, ele retirou um casaco preto longo, revelando a espingarda que carregava. Em seguida, correu em direção ao salão — movimento registrado em vídeo divulgado por Trump na noite do ataque.
Ao correr em direção às escadas, levantou a espingarda, e um agente do Serviço Secreto relatou ter visto o homem “disparar a espingarda na direção das escadas que levavam ao salão”. O mesmo agente e outros no ponto de segurança ouviram o disparo, segundo o documento.
O agente então disparou cinco vezes contra Allen, sem atingi-lo. Allen caiu no chão e foi preso pouco depois, diz o documento.