Electrolux planeja 1.700 demissões na Itália, dizem sindicatos

Além disso, fabricante sueca de eletrodomésticos também deve fechar fábrica na Itália

Reuters

A Electrolux planeja demitir 1.700 pessoas na Itália, mais de 40% da força de trabalho no país, e fechar uma das fábricas, afirmaram sindicatos italianos nesta segunda-feira (11).

A fabricante sueca de eletrodomésticos tem enfrentado dificuldades com a fraca demanda do consumidor e a concorrência de rivais com preços mais baixos, o que fez com que as ações caíssem até 75% em relação às máximas de 2021.

Como resultado, a Electrolux sinalizou mais demissões e vem se reestruturando, cortando custos e focando mais em categorias premium para tentar aumentar a lucratividade.

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A Electrolux planeja fechar a fábrica de coifas de cozinha em Cerreto d'Esi, perto de Ancona, no centro da Itália, e reduzir o número de funcionários em todas as fábricas, compartilharam os sindicatos metalúrgicos italianos UILM, FIM e FIOM em um comunicado conjunto após reunião com representantes da empresa.

A Electrolux, que não estava imediatamente disponível para comentar, opera cinco fábricas na Itália, com um total de 4.500 funcionários.

Gianluca Ficco, do UILM, que participou da reunião em Veneza, declarou em um comunicado separado que a Electrolux destacou a situação crítica no mercado europeu, o aumento dos custos de produção e a concorrência cada vez mais acirrada de fabricantes asiáticos.

Os sindicatos convocaram uma greve de oito horas nas fábricas da Electrolux na Itália e pediram para o governo intervir. O Ministério da Indústria da Itália disse estar acompanhando de perto a situação.

"O Ministério pretende realizar todas as atividades de monitoramento necessárias e manter um diálogo constante e estruturado com a empresa e os sindicatos", frisou em comunicado.

A Electrolux também descartou qualquer possível parceria com a rival chinesa Midea, semelhante à que planeja estabelecer nos Estados Unidos, compartilharam os sindicatos.

A empresa sueca anunciou no mês passado que faria uma parceria com a Midea na América do Norte, onde a Electrolux enfrenta dificuldades há tempos.

A empresa também anunciou uma emissão de ações no valor de 9 bilhões de coroas suecas (cerca de US$ 977 milhões) para financiar a parceria, além de medidas de redução de custos e desalavancagem. Isso ocorre após uma série de fechamentos de fábricas da Electrolux, depois de a empresa ter anunciado anteriormente o fechamento de uma fábrica na Hungria e outra no Chile.

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Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/negocios/electrolux-planeja-1-700-demissoes-na-italia-dizem-sindicatos/