O vice-presidente Geraldo Alckmin defendeu o mandato para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (5).

Atualmente, os ministros da Corte se aposentam com 75 anos. A excessão recente foi a do ministro Luis Roberto Barroso, que adiantou sua aposentadoria, pedindo para deixar o cargo com 67 anos, em outubro do ano passado.

O tema foi retomado mais uma vez, pois o governo vê que o STF virou uma pauta eleitoral para este ano, especialmente após ministros da Corte serem citados no decorrer das investigações do caso Master.

O vice-presidente Geraldo Alckmin defendeu o mandato para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (5).

"Tem que ter mandato [para o STF]. Esse negócio de vitaliciedade. Sempre defendi mandato, cumpre o mandato, prestou serviço ao país... substitui, coloca outro. Acho que é um bom caminho na reforma do judiciário", disse durante entrevista ao Estúdio i da GloboNews.

Atualmente, os ministros da Corte se aposentam com 75 anos. A excessão recente foi a do ministro Luis Roberto Barroso, que adiantou sua aposentadoria, pedindo para deixar o cargo com 67 anos, em outubro do ano passado.

A discussão é antiga e chegou a ser defendida pelo agora ministro do STF, Flávio Dino, na época em que ele era deputado federal e depois, quando se tornou ministro da Justiça.

O tema foi retomado mais uma vez, pois o governo vê que o STF virou uma pauta eleitoral para este ano, especialmente após ministros da Corte serem citados no decorrer das investigações do caso Master. Com isso, aliados do presidente entendem que é preciso ter uma resposta para essa questão.

A derrota de Jorge Messias na última quinta-feira (29) no Senado também corroborou para que o tema seja tratado nos bastidores do governo, uma vez que a possibilidade de um discurso de "atacar o sistema" não é possível, já que prejudicaria articulações que o governo já possui dentro do STF.

Sobre a derrota do indicado do presidente Lula, Alckmin disse que não tem como provar que houve um acordo entre os partidos e o presidente do Senado Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

"Eu não tenho como provar acordinho ou acordão, agora, são fatos que chamam atenção. Foram partidos que a gente achava que iam votar conosco e que não votaram. Não vou falar partido, vou falar senadores", disse.


Fonte: https://g1.globo.com/politica/blog/andreia-sadi/post/2026/05/05/entrevista-alckmin-mandato-ministros-stf.ghtml