Entenda como tráfego marítimo em Ormuz diminuiu drasticamente
Apenas 154 embarcações cruzaram o estreito em março contra média de 3 mil, impactando cadeias globais
Com a guerra no Irã entrando em sua nona semana sem um fim claro à vista, o tráfego marítimo no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz foi completamente remodelado, interrompendo gravemente os mercados globais e as cadeias de suprimentos de petróleo, gás natural, fertilizantes e outros produtos essenciais.
Antes dos Estados Unidos e de Israel lançarem seus ataques contra Teerã no final de fevereiro, cerca de três mil embarcações costumavam atravessar o Estreito de Ormuz mensalmente, segundo a Lloyd’s List Intelligence.
Mas, desde o início da guerra, o tráfego foi reduzido drasticamente, com apenas 154 embarcações registradas cruzando o estreito em todo o mês de março, segundo dados da Kpler.
Recomendamos para você
Trump compartilha imagem que mostra Estreito de Ormuz com seu nome
Imagem de perfil pró-Trump compartilhada pelo presidente americano mostra Estreito de Ormuz com out...
Publicado em 2026-04-30 08:35:20
Justiça de Santos abre inscrições para jurados voluntários; veja como se inscrever
A Justiça de Santos, no litoral de São Paulo, abriu inscrições para quem tiver interesse...
Publicado em 2026-04-30 08:25:24
Michael Jackson será treinador de time da Premier League; entenda
Equipe foi rebaixada à Championship, segunda divisão do futebol inglês, pela terceira vez em cinc...
Publicado em 2026-04-30 08:13:08“A perturbação é rápida e sem precedentes”, afirmou Dimitris Ampatzidis, gerente de risco e conformidade marítima da Kpler.
Os dados mais recentes sobre transporte marítimo mostram que a maioria dos navios que transitaram pelo Estreito de Ormuz nos últimos dias seguiu uma rota designada pelas autoridades iranianas, e cerca de metade deles carregou suas cargas em portos iranianos, desafiando o bloqueio imposto pelos americanos.
Os portos iranianos normalmente estão longe de ser os mais movimentados do Golfo Pérsico, e os portos da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos costumam ter um tráfego muito maior.
Mas esses países e outros aliados do Golfo foram forçados a reduzir a produção em meio às interrupções no transporte marítimo e às ameaças do Irã.
Os países importadores, principalmente na Ásia, também estão sofrendo com a escassez de combustível.
*Em atualização