Espécie invasora está chegando ao litoral brasileiro e ameaça nativas
Ostra "tampinha" compete por espaço e recursos com a Crassostrea brasiliana, prejudicando a biodiversidade local
Um ostra exótica vinda da Ásia, a Saccostrea cucullata, popularmente chamada de "ostra tampinha", está invadindo o litoral brasileiro e ameaçando as espécies nativas.
A ostra foi vista pela primeira vez no Brasil em 2014, em Bertioga, litoral de São Paulo. Desde então, ela se espalhou rapidamente e já é encontrada desde o Rio de Janeiro até Santa Catarina.
Segundo estudo da "Rede de Ação Local da Ostra Exótica Saccostrea cucullata", que reúne órgãos governamentais, instituições de pesquisa e comunidades tradicionais, ela é considerada uma espécie invasora porque ocupa o mesmo espaço e consome os mesmos recursos que a ostra nativa do nosso mangue (Crassostrea brasiliana), o que pode prejudicar a sobrevivência da nossa espécie local.
Recomendamos para você
Departamento de Estado dos EUA nega que missão ao Brasil buscasse interferir nas eleições
Trump quer enviar funcionários ao Brasil para questionar urnas, diz jornal O Departamento d...
Publicado em 2026-07-25 19:45:10
Ao menos uma pessoa morre na Espanha por causa dos incêndios florestais
Fogo se alastrou na costa leste do país antes de ser controlado pelas equipes de emergência...
Publicado em 2026-07-25 18:51:11
Saguis invadem mercado no litoral de SP, e biólogos alertam para doenças; VÍDEO
Saguis 'invadem' mercado no litoral de SP Um bando de saguis 'invadiu' um supermercado e cha...
Publicado em 2026-07-25 18:48:38Diante a situação, foi criado um protocolo de monitoramento para padronizar como os cientistas e órgãos ambientais devem observar essas ostras. O objetivo é entender o tamanho da invasão e criar estratégias para proteger a biodiversidade dos manguezais.
Para isso, órgãos como o Ibama e o ICMBio, junto a Unesp (Universidade Estadual Paulista) e a comunidades locais, realizam buscas em manguezais, costões de pedra e até em locais onde se criam ostras para venda.
Os pesquisadores vão a campo pelo menos duas vezes por ano: uma no verão — época de reprodução — e outra no inverno — , época de crescimento. Nos locais, eles contam quantas ostras de cada tipo existem e medem o tamanho delas usando um aparelho chamado paquímetro. Também verificam o sal da água e tiram fotos para registrar tudo.
A ação tem como objetivo ajudar os gestores públicos a tomar decisões rápidas para controlar a espécie invasora e garantir que a ostra nativa e o sustento das comunidades que dependem dela sejam preservados.
*Sob supervisão de Thomaz Coelho