EUA dizem que vão acelerar desenvolvimento e uso de IA
Casa Branca aponta segurança nacional como objetivo
A Casa Branca afirmou na sexta-feira (5) que vai acelerar o desenvolvimento e o uso da inteligência artificial para aplicações de segurança nacional, ao mesmo tempo em que enfatizou que a tecnologia não deve ser usada para realizar vigilância ilegal.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na terça-feira (2) uma ordem executiva solicitando acesso antecipado do governo aos modelos de IA mais avançados para avaliar riscos de segurança cibernética e proteger infraestruturas críticas.
"Sob minha administração, os Estados Unidos podem e irão acelerar de forma responsável o uso da IA nos domínios de inteligência e de combate, de acordo com os valores americanos", declarou Trump em um memorando de segurança nacional.
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Publicado em 2026-06-05 23:24:21Trump acrescentou que o secretário de Defesa, Pete Hegseth, tinha 90 dias para atualizar uma diretriz existente sobre a autonomia dos sistemas de armas "para garantir a adoção deliberada de sistemas de IA que respeitem a cadeia de comando".
Trump frisou que as tecnologias de IA não devem ser desenvolvidas ou usadas pela agência de segurança nacional "para censurar a liberdade de expressão ou realizar atividades de vigilância não autorizadas ou ilegais".
O memorando "acelera a adoção de IA de vários fornecedores para evitar pontos únicos de falha, atualiza a orientação do Departamento de Guerra sobre sistemas de armas autônomas para acompanhar o ritmo da fronteira e garante que nenhuma entidade possa desativar ou degradar um sistema de IA do qual nossos combatentes dependem sem aprovação prévia", escreveu Michael Kratsios, diretor do Escritório de Política de Ciência ?e Tecnologia da Casa Branca, em uma publicação em rede social.
O memorando vem em um momento de tensão entre a gigante de IA Anthropic e o Pentágono.
O Pentágono impôs à Anthropic uma designação formal de risco à cadeia de suprimentos em março, depois que a empresa se recusou a recuar em relação às proibições da ferramenta Claude para alimentar armas autônomas e vigilância em massa dos EUA. O Pentágono alegou que deveria ser capaz de usar a tecnologia conforme necessário, desde que cumprisse a legislação dos EUA.
A designação foi uma repreensão extraordinária do governo a uma empresa de tecnologia americana na qual o Pentágono confiou para apoiar operações militares, inclusive no Irã, conforme noticiado pela Reuters.