Exame descarta contaminação por detergente em criança internada no RN
Segundo a Secretaria de Saúde do Rio Grande do Norte, criança teve eritema infeccioso causado por parvovírus humano
Um exame sorológico descartou que o quadro de saúde da criança de 10 anos internada no início de maio, em Natal, no Rio Grande do Norte, tenha tido relação com contaminação por um detergente do lote recolhido pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) da marca Ypê.
Segundo a Sesap-RN (Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte), o diagnóstico confirmou que a criança teve eritema infeccioso causada por parvovírus humano.
A CNN Brasil também procurou a Secretaria de Saúde de Natal, que afirmou que a criança foi diagnosticada com urticária multiforme. A reportagem pediu mais informações à pasta.
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Publicado em 2026-06-09 18:52:48Entenda o diagnóstico
O eritema infeccioso é causado pelo parvovírus humano B19. Ela é comumente identificada em crianças, provocando manchas avermelhadas e algumas bolinhas na pele. No entanto, a infecção pode ser assintomática.
Em adultos, ela pode chegar a causar inchaços em mãos, pulsos e joelhos, e grávidas têm o alto risco de aborto.
A contaminação ocorre diretamente entre humanos por meio de contato com gotículas respiratórias ou sangue infectado.
Após o contato com o vírus, algumas pessoas desenvolvem imunização contra a doença.
Relembre o caso
A criança deu entrada na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Pajuçara no dia 7 de maio com suspeita de contaminação relacionada ao produto de limpeza após apresentar manchas atrás da orelha e em uma das mãos. Ela chegou a ser transferida para o Hospital Infantil Varela Santiago para realizar um tratamento especializado.
Esse sintoma foi anunciado pela Anvisa como uma das consequências para pessoas que tiveram contato com lotes com numeração final 1, que foram recolhidos por irregularidades relacionadas a contaminações microbiológica.
Anvisa suspende detergentes: entenda possível contaminação de produtos Ypê
A hipótese da contaminação foi levada em conta, pois familiares contaram à reportagem que a menor de idade entrou em contato com o produto no dia anterior à internação, no dia 6.
Treze dias depois, ela recebeu alta do Hospital Infantil Varela Santiago sem apresentar mais nenhum sintoma.
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo