As importações brasileiras de fertilizantes intermediários em fevereiro caíram 25,2% em relação ao mesmo mês de 2025, de acordo com dados divulgados pela ANDA (Associação Nacional para Difusão de Adubos). O volume total foi e 2,24 milhões de toneladas.
No acumulado de janeiro e fevereiro, o volume importado atingiu 5,41 milhões de toneladas, queda de 9,9% frente às 6 milhões de toneladas registradas no ano anterior.
Segundo a entidade, a diminuição é reflexo de um cenário geopolítico complexo, juros altos e crédito restrito para o produtor. Contudo, é importante destacar que a guerra no Oriente Médio teve início no mês de fevereiro e, portanto, os dados ainda não englobam todos os efeitos do conflito.
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Publicado em 2026-05-04 15:06:46O porto de Paranaguá permaneceu como principal ponto de entrada desses produtos no país. Pelo terminal, ingressaram 1,41 milhão de toneladas no primeiro bimestre, número 17,8% inferior ao registrado em igual período de 2025, quando foram descarregadas 1,71 milhão de toneladas. O volume corresponde a 26,1% do total importado, segundo dados do Siacesp/MDIC.
A produção nacional também apresentou queda, de 14,1% na comparação interanual, alcançando 434 mil toneladas fabricadas.
No acumulado do primeiro bimestre, a produção somou 931 mil toneladas, volume 19,2% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando foram produzidas 1,15 milhão de toneladas.
Assim, as entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro em fevereiro registraram queda de 8,6% na comparação com o mesmo período de 2025, somando 3,05 milhões de toneladas.
No acumulado de janeiro e fevereiro, o volume totalizou 6,92 milhões de toneladas, queda de 1,3% em relação às 7,01 milhões de toneladas entregues no primeiro bimestre de 2025.
Entre os estados, Mato Grosso liderou o recebimento de fertilizantes no primeiro bimestre, concentrando 27,5% do volume total, com 1,9 milhão de toneladas. Na sequência aparecem Goiás, com 827 mil toneladas; Paraná, com 738 mil; São Paulo, com 702 mil; Minas Gerais, com 628 mil; e Mato Grosso do Sul, com 407 mil toneladas.
Segundo a entidade, não foi possível consolidar os dados referentes à produção de ureia e cloreto de potássio, uma vez que os produtores ainda estão em processo de apuração e organização dessas informações.