A inadimplência da população rural chegou a 8,2% no último trimestre de 2025, segundo acompanhamento da Serasa. Na comparação com o mesmo período de 2024, houve alta de 1 ponto percentual. Já na análise trimestral, o indicador desacelerou, com aumento de 0,2 ponto percentual.
O índice da datatech considera dívidas de pessoas físicas da população rural brasileira que estejam vencidas há mais de 180 dias e tenham sido contraídas com empresas de setores relacionados ao agronegócio.
“Apesar de sinais de estabilização em alguns segmentos, a inadimplência no agronegócio segue em alta gradual, com produtores ainda enfrentando margens apertadas e fluxo de caixa pressionado, diante de custos elevados, preços voláteis e crédito mais seletivo”, afirma Marcelo Pimenta, head de agronegócio da Serasa Experian.
Recomendamos para você
Convenções começam com vices de Flávio, Zema e governadores ainda indefinidos
Convenções partidárias vão definir chapas para presidente, senador, governador, deputado estadua...
Publicado em 2026-07-24 14:20:52
Prefeitura de SP recorre de decisão sobre Uber Moto, mas diz que vai cumprir ordem judicial; Nunes afirma que serviço ainda não está autorizado
Motorista da Uber Moto e o prefeito Ricardo Nunes (MDB), que é contra o serviço na capital...
Publicado em 2026-07-24 12:50:36
A uma semana da Expoacre 2026, programação oficial da feira ainda não foi definida pela organização
Expoacre 2026: Chamamento público termina sem interessados e processo é encerrado A uma se...
Publicado em 2026-07-24 12:17:20Tamanho dos devedores
Na análise por porte, os dados mostram que produtores rurais sem informação de registro rural, isto é, possíveis arrendatários ou participantes de grupos familiares ou econômicos, registraram o maior nível de inadimplência (9,9%). Na sequência, aparecem os grandes proprietários (9,8%), seguidos pelos médios (8,3%) e pelos de pequeno porte (7,8%).
Entre os credores dessas dívidas, 7,2% foram com instituições financeiras. Já os débitos diretamente relacionados a credores do próprio agro representaram 0,3%, enquanto, em outros setores, a taxa foi de 0,2%.
Apesar desse dado, a Serasa destaca que os valores maiores são devidos ao próprio agro. A média geral de inadimplentes com instituições financeiras é de R$ 115,5 mil enquanto no setor agro chegou a R$ 138,2 mil. Em outros setores relacionados ao agronegócio, como transporte, armazenagem e seguros, o valor médio foi de R$ 32,6 mil.
“O perfil do crédito rural, marcado por tickets mais altos, prazos mais longos e maior exposição financeira, faz com que poucos inadimplentes concentrem montantes expressivos de dívida, ampliando o risco mesmo em um cenário de taxa relativamente controlada”, explica o head de agronegócio da datatech.
Regiões com maior inadimplência
Entre as regiões do país, a Sul foi a que marcou o menor percentual de inadimplência no quarto trimestre de 2025, essa de 5,7%. O Sudeste vem em seguida, com 7,0%. Em seguida estão o Centro-Oeste (9,6%), o Nordeste (9,4%) e o Norte (12,5%).
Na visão por estado, o Rio Grande do Sul teve melhor desempenho, com apenas 5,3% de taxa de inadimplência, seguido pelo Paraná e Santa Catarina. Por outro lado, o Amapá registrou o maior percentual, com 19,9%.
“O desempenho do Rio Grande do Sul chama a atenção, especialmente diante das perdas climáticas recentes. Esse resultado pode ser explicado por fatores como a forte presença de cooperativas e sistemas integrados, além do uso mais expressivo do seguro agrícola e de linhas de crédito para renegociação de dívidas”, explica Marcelo Pimenta.
A análise do Agro Score, desenvolvido pela Serasa Experian, aponta recuo na pontuação média dos produtores rurais, que passou de 616 para 600 pontos entre o quarto trimestre de 2024 e o mesmo período de 2025.