Insegurança nas escolas: 93% dos professores defendem atualização do ECA
Docentes que já sofreram algum tipo de agressão nas escolas correspondem à 65,6%, sendo a violência verbal a mais comum; 19,3% já sofreu violência física; pesquisa do Centro do Professorado Paulista foi realizada em SP
Uma pesquisa do Centro do Professorado Paulista (CPP) aponta que 92,5% dos professores da rede pública e privada de São Paulo defendem a atualização do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) considerando aumento de agressões, ameaças e da sensação de impunidade no ambiente escolar.
A Pesquisa do Centro do Professorado Paulista (CPP), realizada com mais de 1.144 professores
Entre os entrevistados, 66% têm entre 45 e 74 anos. A pesquisa revela que 74,4% dos entrevistados afirmam não se sentir seguros dentro da sala de aula e nas escolas.
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“O Estatuto da Criança e do Adolescente é fundamental para garantir os direitos de crianças e adolescentes, mas é importante reforçar que isso não exclui a necessidade de responsabilização diante de episódios de violência. O ambiente escolar precisa ser um espaço de respeito mútuo, com direitos e deveres bem estabelecidos para todos os envolvidos”, diz Alessandro Soares, diretor-geral administrativo do CPP.
Já em relação a violência física, 19,3% dos docentes entrevistados afirmam já ter sofrido essa situação, principalmente em escolas municipais e estaduais.
A pesquisa também aponta que grande parte dos docentes mencionou que falta apoio da gestão e que há ausência de providências. Ameaças de morte, depredação patrimonial e agressões de pais dos alunos, são alguns exemplos de casos mais sérios.
A CNN Brasil entrou em contato com a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, que indicou que não vai se manifestar.
*Sob supervisão de Thiago Félix