Propaganda contra os Estados Unidos em prédio em Teerã, capital iraniana (Foto: ABEDIN TAHERKENAREH/EFE/EPA)

O regime do Irã alegou nesta segunda-feira (4) que suas forças armadas impediram a entrada de navios de guerra dos Estados Unidos no Estreito de Ormuz, o que levou a uma rápida negativa de Washington.

A agência de notícias estatal Irna divulgou um comunicado militar que alegou que, “após um aviso firme e rápido da Marinha”, a entrada de “destróieres inimigos dos EUA e de Israel no Estreito de Ormuz foi impedida”.

Já a agência de notícias semioficial iraniana Fars afirmou que dois mísseis teriam atingido um dos navios perto do porto de Jask, na entrada sul do estreito.

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Em nota no X, o Comando Central dos EUA (Centcom, na abreviação em inglês) negou a informação.

“Alegação: a mídia estatal iraniana afirma que a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã atingiu um navio de guerra dos EUA com dois mísseis. A verdade: nenhum navio da Marinha dos EUA foi atingido. As forças americanas estão apoiando o Projeto Liberdade e fazendo cumprir o bloqueio naval aos portos iranianos”, informou o Centcom.

A operação mencionada pelo comando teve início nesta segunda-feira (4) e visa guiar navios comerciais retidos para que saiam da região do Estreito de Ormuz, bloqueado quase totalmente pelo Irã desde 28 de fevereiro.

O Centcom apontou que está prestando apoio militar a essa operação por meio de destróieres de mísseis guiados, mais de cem aeronaves do Exército e da Marinha, plataformas não tripuladas multidomínio e 15 mil militares.

O anúncio sobre a operação, feito pelo presidente americano, Donald Trump, no domingo (3), gerou reação do regime iraniano: o major-general Ali Abdollahi, comandante do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, sugeriu nesta segunda-feira que o Irã atacará navios comerciais que transitarem por Ormuz sem coordenação com autoridades iranianas.

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