Um tribunal de Israel prorrogou por mais seis dias a prisão de dois ativistas detidos a bordo de uma flotilha com destino à Faixa de Gaza, interceptada por forças israelenses em águas internacionais perto da Grécia.
Saif Abu Keshek, cidadão espanhol, e o brasileiro Thiago Ávila foram detidos pelas autoridades israelenses na quarta-feira (29) e levados para Israel, enquanto mais de 100 outros ativistas pró-Palestina que estavam nos barcos foram levados para a ilha grega de Creta.
A prisão de Abu Keshek e Ávila havia sido inicialmente prorrogada até esta terça-feira (5), mas o Tribunal de Magistrados de Ashkelon a estendeu novamente até 10 de maio.
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Publicado em 2026-05-05 12:36:16Os ativistas faziam parte da segunda Flotilha Global Sumud, lançada numa tentativa de romper o bloqueio israelense a Gaza, entregando ajuda humanitária. Os navios partiram de Barcelona em 12 de abril.
Documentos judiciais mostram que Israel acusa Abu Keshek e Ávila de crimes como auxílio ao inimigo, contato com um agente estrangeiro e uma organização terrorista, atividade proibida envolvendo um componente terrorista e fornecimento de meios a uma organização terrorista.
“Estou convencido de que há suspeita razoável”, concluiu o juiz Yaniv Ben-Haroush após ouvir os argumentos das partes ao conceder a prorrogação.
Os advogados do grupo de direitos humanos Adalah argumentaram durante a audiência que as alegações eram infundadas e que não havia fundamentos legais para a manutenção da detenção dos dois homens.
Eles afirmaram que nenhuma acusação formal foi apresentada e que a detenção se dava para fins de interrogatório contínuo.
A defesa disse que apelaria da decisão e exigiria a libertação imediata e incondicional de Abu Keshek e Ávila. A organização também afirmou que os homens foram torturados sob custódia – acusação rejeitada por Israel.
A esposa de Abu Keshek, Sally Issa, disse à agência de notícias Reuters nesta terça-feira (5) que não tinha permissão para falar diretamente com o marido desde sua detenção, dependendo, em vez disso, de informações do cônsul espanhol e de seus advogados.
“Disseram-nos que ele está bem. Ele está em greve de fome”, afirmou Issa. “Mas ele está bem. Ele sofreu tortura no barco quando foi atacado pelos israelenses.”
Espanha pede libertação
O Ministério das Relações Exteriores de Israel afirmou que Abu Keshek e Ávila têm ligações com o grupo militante palestino Hamas e que a flotilha “é mais uma provocação destinada a desviar a atenção da recusa do Hamas em desarmar-se”.
Um porta-voz do ministério negou as “alegações falsas e infundadas” de tortura.
“Após a violenta obstrução física por parte de Saif Abu Keshek e Thiago Ávila contra funcionários israelenses, estes foram obrigados a agir para impedir essas ações. Todas as medidas tomadas estavam de acordo com a lei”, declarou o porta-voz.
O ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albarés, exigiu a libertação imediata de Abu Keshek, afirmando que não havia provas que o ligassem ao Hamas.
Albarés disse ter informado pessoalmente seu homólogo israelense, Gideon Saar, que a detenção dos ativistas é ilegal, pois Israel não tem jurisdição em águas internacionais.
A esposa de Ávila, Lara Souza, disse que seu marido estava no sexto dia de greve de fome e sendo monitorado por médicos. “Ele está melhor dos ferimentos, mas ainda está muito fraco, e a embaixada está muito preocupada com isso”, declarou ela.
Devido às greves de fome, o tribunal ordenou que o Serviço Penitenciário de Israel monitorasse a condição médica dos detidos.