A Justiça Federal decidiu manter o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, preso na Penitenciária Federal de Brasília. A informação foi divulgada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (6).
Adilsinho se encontra em presídio federal em Brasília por decisão da 3ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, desde 26 de fevereiro de 2026. A determinação é favorável ao pedido Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro).
Inicialmente, como mostrou a CNN Brasil, a informação era de que Adilsinho seria encaminhado para o Complexo de Bangu, na Zona Oeste do Rio, possivelmente para a unidade de segurança máxima conhecida como Bangu 1. No entanto, a Polícia Federal solicitou a transferência para o sistema penitenciário federal.
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Publicado em 2026-05-06 18:13:16O Juízo ressaltou que o grupo criminoso liderado Adilsinho praticava homicídios vinculados ao comércio ilegal de cigarros e tinha envolvimento com o “jogo do bicho”, mantendo contato com órgãos de segurança estaduais.
Prisão e transferência para Brasília
Adilsinho foi transferido para presídio federal em Brasília (DF) no dia 27 de fevereiro. Ele foi preso na quinta-feira (26) em uma operação conjunta da Polícia Federal e da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.
A transferência foi realizada após a realização de uma audiência de custódia, que manteve a prisão do bicheiro. A mudança de destino ocorreu diante da avaliação das autoridades sobre o grau de periculosidade do investigado e sua influência no crime organizado no estado.
Adilsinho foi localizado em uma mansão de luxo na Região dos Lagos após monitoramento por drones e preso durante a operação integrada. Ele foi levado de helicóptero para a sede da Polícia Federal no Rio, onde prestou depoimento e realizou exame de corpo de delito.
Apontado como integrante da cúpula do jogo do bicho e líder de um esquema bilionário de fabricação e distribuição de cigarros falsificados, o contraventor também é investigado por dezenas de homicídios ligados à disputa pelo comércio ilegal.