A agenda internacional de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) surge em um momento considerado “oportuno” pela base do governo, segundo apuração de Larissa Rodrigues, no Bastidores CNN. Ele encontrará o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em uma reunião de trabalho na Casa Branca na manhã de quinta-feira (7). O contexto é de duas derrotas seguidas: a recusa de Jorge Messias para o STF (Supremo Tribunal Federal) e a derrota no PL da dosimetria.

De acordo com Larissa Rodrigues, a articulação da reunião internacional começou em janeiro, com expectativa inicial de ocorrer em março. O encontro acabou sendo remarcado para maio. Segundo a jornalista, a sinalização da Casa Branca coincidiu com a reprovação de Jorge Messias e o agravamento da crise entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional, o que torna o momento ainda mais delicado para o governo.

Larissa Rodrigues relatou que, segundo pessoas próximas ao presidente, Lula acredita que a agenda externa pode ajudar a mudar a pauta que vinha dominando a imprensa e as conversas do eleitorado — a percepção de fraqueza do governo após as derrotas no Congresso. “Lula vê muito uma sinalização de força neste encontro”, afirmou Larissa, atribuindo a avaliação a aliados do presidente.

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Expectativas e cautela em torno do encontro

A jornalista ressaltou que há um temor sobre o que o encontro pode trazer, dado o perfil imprevisível de Donald Trump. “No fim das contas, poderia sair pela culatra”, alertou Larissa Rodrigues, embora essa não seja a expectativa predominante. As sinalizações vindas da Casa Branca indicam que algum tipo de projeto ou acordo deve ser anunciado, com destaque para avanços nas discussões sobre o Pix e as terras raras.

Para os aliados do presidente, a viagem representa, acima de tudo, um respiro da pauta interna e uma demonstração de que Lula ainda é capaz de se projetar como um nome forte fora do Brasil, mesmo diante das dificuldades domésticas. O resultado concreto do encontro, no entanto, ainda depende do desenrolar das negociações.

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Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/politica/lula-ve-agenda-externa-como-respiro-a-crises-internas/