O ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF (Supremo Tribunal Federal), tem baixa expectativa sobre a delação de Daniel Vorcaro e ainda não viu sinais de “robustez” na entrega de fatos novos pelo ex-banqueiro.
Segundo relatos feitos à CNN, o ministro está convencido de que a PF (Polícia Federal) tem um amplo caminho para avançar nas investigações com base nos celulares e documentos já apreendidos com Vorcaro e pessoas ligadas a ele, como seu cunhado, Fabiano Zettel.
Mendonça, afirmam fontes, vê poucas sinalizações de que o ex-dono do Master tenha fatos novos e suficientemente detalhados para garantir a homologação de uma colaboração premiada.
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Publicado em 2026-05-06 21:02:56Sua visão é de que os materiais colhidos já dão hoje, aos investigadores, um caminho promissor para “seguir o dinheiro” e comprovar indícios. Nesse sentido, uma delação só valeria a pena caso traga estruturas financeiras ou personagens ainda desconhecidos.
Pessoas próximas ao ministro acreditam que a PF e a PGR (Procuradoria-Geral da República) lhe encaminhem a proposta de colaboração premiada em questão de semanas, não de dias, mas ainda antes de iniciada formalmente a campanha eleitoral — o que dá uma medida do potencial impacto político.
Experiente em acordos empresariais de leniência, quando conduziu negociações com empresas da Lava Jato no âmbito da CGU (Controladoria-Geral da União), Mendonça tem dito que não abre mão de três pré-requisitos na colaboração premiada: boa-fé, não seletividade de pessoas ou fatos, fornecimento de provas.
Com base nisso, a convicção de interlocutores é que o ministro não faria nenhum esforço para blindar seus colegas do STF em caso de avanço da delação.
A esposa de Alexandre de Moraes, Viviane Barci, teve um contrato de R$ 129 milhões com o Master. Já o ministro Dias Toffoli e sua família venderam cotas do resort Tayayá para fundos ligados ao banco de Vorcaro.