As forças israelenses cruzaram o rio Litani, no sul do Líbano, esta semana, disse um oficial militar à CNN, violando uma fronteira crucial em um momento em que o frágil cessar-fogo corre crescente risco de colapso.
As IDF (Forças de Defesa de Israel) informaram na terça-feira (12) que tropas da Brigada Golani estavam operando na “área de Litani” para “estabelecer controle operacional na região”.
Ainda segundo as IDF, a operação se localizava ao sul do que denominam linha de defesa avançada, que é a fronteira não oficial do território conquistado por Israel durante a guerra.
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Publicado em 2026-05-13 11:26:54Mas, nesta quarta-feira (13), o oficial militar reconheceu que as tropas de fato cruzaram o próprio rio. Como parte da operação, o Exército de Israel afirma ter atingido mais de cem alvos militares durante os combates em curso com o Hezbollah.
No final de março, o ministro da Defesa, Israel Katz, declarou que as IDF controlariam todo o território “até o rio Litani”, em uma tentativa de criar uma zona de segurança para o norte de Israel.
A travessia do rio nesta semana parece marcar a primeira vez que as forças israelenses ultrapassaram essa zona, avançando mais para o interior do Líbano.
O que está acontecendo no Oriente Médio?
Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.
Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam ter destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.
Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e de Israel nessas nações.
Mais de 1.900 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos 13 mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.
O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvo do Hezbollah no país vizinho. Mais de 2.800 morreram no território libanês desde então.
Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão.
Donald Trump mostrou descontentamento com essa escolha, classificando-a como um “grande erro”. Ele havia dito que precisaria estar envolvido no processo e pontuou que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.