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Está muito falado — mais uma entre Moraes e Master, ou Moraes e Vorcaro. A partir daquela conversa entre Vorcaro e sua então namorada, em que ele diz que está recebendo, no apartamento em Campos — no caso, Campos do Jordão —, o ministro Alexandre de Moraes.
A conversa que levanta suspeitas
E ela pergunta: “E aí? Ele gostou do apartamento?” É uma pergunta que só cabe se alguém está vendendo o apartamento, alugando o apartamento ou, enfim, apresentando o imóvel para alguém, né?
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Publicado em 2026-04-26 14:48:37Se eu fosse dar uma gravata para alguém, e depois essa pessoa comentasse com algum amigo meu, perguntaria: “E aí, ele gostou da gravata?” A menos que Moraes seja um admirador de decoração de interiores. Ficou estranho.
Contratos milionários sugerem possíveis contrapartidas
E o que está se noticiando é que a Polícia Federal está investigando para saber se Moraes, além do contrato de R$ 129 milhões, ainda recebeu imóvel ou imóveis. Lula recebeu um tríplex no Guarujá, um sítio em Atibaia.
Enfim, indiretamente, sim, porque, com o dinheiro da mulher de Moraes, com aquele contrato, já recebeu no escritório da família. Foram R$ 80 milhões, e ele comprou uma mansão em Brasília de R$ 12 milhões.
Então, indiretamente, já foi um presente. Isso tudo está sendo investigado. Moraes e Toffoli estão em um beco sem saída, porque todo mundo viu Toffoli blindando, congelando.
O papel de Toffoli para travar o inquérito
Quando ele era relator do inquérito do Master, o inquérito não andava, estava tudo parado. A Polícia Federal não podia fazer nada. Ele assumiu aquilo e disse: “É meu, esconde, esconde tudo, não mostra para ninguém; se fizer busca e apreensão, não mostra para ninguém, fica às sete chaves.”
Só depois, pelo ruído da opinião pública invadindo o Supremo, o tribunal colocou Toffoli em uma situação em que ele teve que abrir mão disso.
Se declarar, obviamente, impedido, já que a empresa dele e o Tayayá receberam aportes de R$ 25 milhões, R$ 30 milhões, R$ 35 milhões. Entre esses grandes aportes, constam os do próprio Master, do Vorcaro.
Delegado em missão nos EUA cometeu dolo eventual
Bom, e uma outra coisa: esse delegado que estava lá, arapongando, dedurando o ex-deputado Alexandre Ramagem nos Estados Unidos. Foram investigar quem é o delegado Marcelo Ivo e descobriram que ele estava usando um carro importado que tinha sido apreendido pela Polícia Federal.
Estava usando o carro, estava embriagado e atropelou uma pessoa — um vigilante —, que morreu. Isso se chama dolo eventual, porque, ao beber, a pessoa assume o risco de causar dano a alguém ou a algum patrimônio. O nome disso é dolo eventual.
E, ainda assim, ele foi premiado com essa missão na Flórida, que dá direito a diárias, pagamento em dólar; morava em um apartamento excelente, dava festas. Parece que a arapongagem dele acabou por chamar a atenção para tudo isso — senão, passaria despercebido.