Com a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu a lei da dosimetria, a oposição no Congresso Nacional reabriu uma nova frente de trabalho: a busca pela anistia ampla, geral e irrestrita aos condenados pelos atos de 8 de janeiro.
Apesar do esforço para recolocar a proposta em pauta, alguns parlamentares entrevistados pela Gazeta do Povo veem obstáculos para que o tema avance ainda este ano. Um deles é Mauricio Marcon (PL-RS), que no programa Café com a Gazeta disse não ver condições de aprovação com o atual Congresso. Para assistir à íntegra da entrevista é só clicar no vídeo acima.
“Precisaremos de um próximo Congresso com menos pessoas alinhadas ao ‘xandismo’ e ao lulismo, e mais alinhadas à República. Aí sim conseguiremos uma alternativa viável”, afirma Marcon, que faz críticas ao Centrão. “Infelizmente, partidos de centro ainda trocam a liberdade de inocentes por benesses e cargos no governo federal.”
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Publicado em 2026-05-13 14:29:20Quem também adota um discurso mais cauteloso é o líder da oposição na Câmara, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), ao destacar que, por ser um ano eleitoral, alguns parlamentares podem não querer se comprometer com a pauta. “Iremos encampar essa pauta, mas não vai ser fácil, já que é ano eleitoral e não temos maioria”, observa. Clique aqui e assista à entrevista completa.
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Parlamentares destacam articulação e clima favorável
Licenciado do cargo de senador para se dedicar exclusivamente à campanha eleitoral, Jorge Seif (PL-SC) garante que a oposição está articulada para resgatar o texto original da anistia. “A oposição vai agir. A justiça para os presos do 8 de janeiro seria a anistia ampla, geral e irrestrita, e para isso vamos trabalhar”, afirma. Veja a entrevista.
Mais otimista, o deputado Osmar Terra (PL-RS) acredita que o momento é favorável para aprovação da anistia. “Acredito que há clima para isso devido à violência de uma decisão monocrática contra uma decisão coletiva do Congresso. Não podemos deixar isso passar”, avalia.