O meia Mauricio, do Palmeiras, teve a sentença definida pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) nesta terça-feira (4). O atleta foi suspenso por uma partida pela cotovelada que acertou em Cacá, jogador do Vitória. No entanto, a punição foi convertida apenas em advertência.
Mauricio foi enquadrado no artigo 254 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que prevê suspensão de uma a seis partidas para jogadas violentas. Com a decisão, ele está liberado para os próximos jogos do Palmeiras.
A medida permite que o meia participe normalmente da 22ª rodada do Brasileiro. Ele fica à disposição do técnico para enfrentar o Internacional neste domingo (9), no Nubank Parque.
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Publicado em 2026-08-25 05:00:00Entenda o caso
O incidente ocorreu na partida entre Palmeiras e Vitória, que terminou com goleada de 4 a 0 para o Verdão. Na ocasião, Mauricio, naturalizado paraguaio, acertou a cotovelada em Cacá e recebeu apenas cartão amarelo.
Após a vitória sobre o Fortaleza, no último domingo (2), o jogador expressou surpresa e tristeza com a denúncia.
“Me pegou um pouco de surpresa. Não achava que ia acontecer tudo o que aconteceu e segue acontecendo. Recebi isso de uma forma um pouco estranha, triste. Não sou um jogador maldoso, nunca fui e nunca vou ser”, afirmou Mauricio, que também questionou a seletividade da denúncia.
“Houve outros lances na própria rodada que geraram cartão amarelo e outros nem isso, lances interpretativos, e não foram denunciados. Só o meu. Mas isso deixo para o Palmeiras, que vai fazer a nossa defesa”, acrescentou.
Repercussão da decisão e críticas do Palmeiras
O Palmeiras repudiou a denúncia do STJD, alegando falta de critério por parte do tribunal. O clube paulista divulgou imagens de lances semelhantes na mesma rodada envolvendo outros jogadores.
Entre os exemplos citados estavam Pulgar (Flamengo) e Raniele (Corinthians), que também receberam cartões amarelos em lances parecidos e não foram denunciados. A situação gerou um debate acalorado no futebol nacional.
O Flamengo, por sua vez, respondeu ao posicionamento do Palmeiras, apontando um suposto favorecimento ao clube paulista em decisões de arbitragem. A presidente Leila Pereira, do Palmeiras, reagiu com uma dura resposta à provocação.
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