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O papa Leão XIV delineou na segunda-feira as qualidades necessárias aos sacerdotes que atuam como diplomatas do Vaticano, descrevendo seu trabalho como um ministério único que serve não apenas aos católicos, mas também a toda a família humana em nações individuais e organizações internacionais.
O pontífice fez as observações em 27 de abril durante uma visita à Pontifícia Academia Eclesiástica, a escola da Santa Sé para formação de diplomatas, por ocasião do 325º aniversário de sua fundação.
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O papel do diplomata do Vaticano: paz, verdade e unidade
Leão recordou que alguns anos antes, quando servia como prefeito do Dicasterio para os Bispos (órgão do Vaticano responsável pela nomeação de bispos), havia visitado a academia e refletido sobre "a missão essencial realizada pela alma mater dos diplomatas pontifícios".
"Hoje, quase um ano após o início do meu ministério petrino, acompanhado pelo compromisso diligente da Secretaria de Estado e das representações pontifícias", disse ele, "olho, portanto, com profunda gratidão para a história de dedicação e serviço que este alegre aniversário celebra".
Essa história, disse o papa, enraizada na própria catolicidade da Igreja, incluiu uma cadeia ininterrupta de sacerdotes de várias partes do mundo que contribuíram "com seus humildes esforços para a construção daquela unidade em Cristo que, em meio à diversidade de origens, torna a comunhão uma característica fundamental do serviço diplomático da Santa Sé".
Referindo-se às reformas feitas na academia pelo papa Francisco em março de 2025, Leão disse que a reforma mais importante exigida daqueles que ingressam na comunidade é "um exercício constante de conversão, destinado a cultivar 'proximidade, escuta atenta, testemunho, uma abordagem fraterna e diálogo... combinados com humildade e mansidão'".
O papa disse que a reunião era uma oportunidade para delinear algumas características do sacerdote diplomático pontifício, que participa do ministério do sucessor de Pedro e serve à paz, à verdade e à justiça. O diplomata do Vaticano, disse ele, "deve ser, antes de tudo, um mensageiro da proclamação pascal 'A paz esteja convosco!'".
"Mesmo quando as esperanças de diálogo e reconciliação parecem desaparecer e a paz 'como o mundo a dá' é pisoteada e posta à prova", disse Leão, "vocês são chamados a continuar a levar a palavra de Cristo ressuscitado a todos. 'A paz eu vos deixo, a minha paz eu vos dou'".
Antes de tentar construir a paz "com nossas próprias forças escassas", disse o papa, a missão dos diplomatas pontifícios os chama a serem pontes e canais para ela, "para que a graça que vem do céu possa encontrar seu caminho através das vicissitudes da história".
Leão também disse que o diplomata papal, trabalhando em diferentes contextos culturais e organizações internacionais, "é especificamente designado para dar testemunho da verdade que é Cristo". Tal diplomata, disse ele, deve levar a mensagem de Cristo ao fórum das nações e tornar-se "um sinal de seu amor por aquela porção da humanidade confiada à sua missão como pastor, antes mesmo que como diplomata".
Papa defende linguagem clara e diplomacia baseada na dignidade humana
O papa também enfatizou a importância da linguagem clara na diplomacia, citando seu discurso de janeiro ao corpo diplomático credenciado junto à Santa Sé, no qual disse ser urgentemente necessário que "as palavras novamente... expressem realidades distintas e claras de forma inequívoca", porque "somente assim o diálogo autêntico pode ser retomado sem mal-entendidos".
"Por essa razão também", disse aos estudantes, "é importante que vocês levem ao mundo a Palavra da Vida, que se revelou não através da afirmação de princípios e ideias abstratas, mas tornando-se carne".
Leão lembrou aos estudantes da academia que eles estão se preparando para um ministério "que não se limita a salvaguardar o bem da comunidade católica, mas se estende a toda a família humana que vive em uma nação particular ou participa do trabalho de várias organizações internacionais".
Isso, disse ele, exige que eles "sejam promotores de todas as formas de justiça que ajudam a reconhecer, reconstruir e proteger a imagem de Deus impressa em cada pessoa".
"Na defesa dos direitos humanos — entre os quais se destacam os direitos à liberdade religiosa e à vida — exorto-vos, portanto, a continuar mostrando o caminho, não para o confronto e as exigências, mas para a proteção da dignidade humana, o desenvolvimento dos povos e comunidades e a promoção da cooperação internacional", disse ele. "Estes são os únicos meios que nos permitem embarcar em caminhos autênticos de paz".
O papa reconheceu que em um mundo marcado por tensões, onde o conflito pode parecer ser a única maneira de atender necessidades e demandas, os esforços de diálogo, escuta e reconciliação podem parecer insuficientes, às vezes até fúteis.
"Isso não deve nos desencorajar!", disse ele. "Continuemos a invocar com confiança o dom da paz de Cristo, sem medo".
Ele assegurou aos superiores e estudantes que seu ministério, a qualquer momento e em qualquer lugar, será "um instrumento para promover e salvaguardar a dignidade de cada homem e mulher, criados à imagem e semelhança de Deus, e para promover o bem comum".
©2026 Catholic News Agency. Publicado com permissão. Original em inglês: Pope Leo XIV: Vatican diplomats must be bridges and channels of peace https://www.ewtnnews.com/vatican/pope-leo-xiv-vatican-diplomats-must-be-bridges-and-channels-of-peace