O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, condenou veementemente os “ataques com mísseis e drones contra infraestrutura civil nos Emirados Árabes Unidos na noite passada”, sem mencionar quem os lançou.
“É absolutamente essencial que o cessar-fogo seja mantido e respeitado, para permitir o espaço diplomático necessário para o diálogo que conduza à paz e estabilidade duradouras na região”, disse Shehbaz em uma publicação na rede social X nesta terça-feira (5).
O Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos informou ontem ter interceptado diversos mísseis provenientes do Irã, marcando as primeiras interceptações desde que o país declarou seu espaço aéreo livre de ameaças em 9 de abril, coincidindo com o início do cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã.
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Publicado em 2026-05-05 10:16:02Três cidadãos indianos ficaram moderadamente feridos em um “grande incêndio” causado por um ataque de drone iraniano na Zona Industrial de Petróleo de Fujairah, informaram ontem as autoridades emiratis.
O Ministério das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos condenou o que chamou de ataques iranianos “traiçoeiros” contra alvos civis, afirmando que os ataques representaram uma “escalada perigosa”, uma “transgressão inaceitável” e uma ameaça direta à segurança, estabilidade e proteção territorial dos Emirados.
O Paquistão tornou-se um mediador crucial nas negociações de paz entre o Irã e os Estados Unidos durante a guerra, com diplomatas de ambos os países reunindo-se na capital do país, Islamabad, para conversas presenciais no mês passado, embora não tenham conseguido chegar a um acordo.
O que está acontecendo no Oriente Médio?
Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.
Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam ter destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.
Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.
Mais de 1.900 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos 13 mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.
O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvo do Hezbollah no país vizinho. Mais de 2.600 morreram no território libanês desde então.
Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão.
Donald Trump mostrou descontentamento com essa escolha, classificando-a como um “grande erro”. Ele havia dito que precisaria estar envolvido no processo e pontuou que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.