Daniel Vorcaro (Foto: SAP-SP/EFE)

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Apuração em andamento

A Polícia Federal rejeitou nesta quarta-feira (20) a proposta de delação premiada apresentada por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A defesa do empresário foi informada sobre a decisão.

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A informação foi revelada pela revista Veja e pela GloboNews nesta noite. Vorcaro foi preso preventivamente durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, em 4 de março.

Na ocasião, a PF encontrou indícios de uma estrutura particular montada pelo banqueiro para monitorar e intimidar seus desafetos.

Inicialmente, ele ficou detido no Complexo Penitenciário de Potim (SP), mas foi transferido para a Penitenciária Federal, em Brasília.

No dia 19 de abril, Mendonça autorizou a transferência do empresário para a Superintendência da Polícia Federal, também na capital federal. A troca de unidade prisional foi um dos primeiros passos para uma possível delação.

Vorcaro permaneceu alguns dias na carceragem comum da PF até ser realocada para a sala de Estado-Maior que havia sido ocupada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

No dia 6 de maio, a defesa de Vorcaro apresentou uma proposta de acordo de delação premiada à Procuradoria-Geral da República (PGR) e a investigadores da PF.

As informações, no entanto, não teriam sido consideradas suficientes pela autoridade policial. Um dia após a entrega da proposta, a PF deflagrou a quinta fase da Compliance Zero, que teve como alvo o senador Ciro Nogueira (PP-PI).

A nova fase indicou que a investigação poderia avançar independentemente da delação. Segundo apuração da coluna de Malu Gaspar, no jornal O Globo, o empresário não mencionou o senador no acordo.

Além disso, Mendonça não estaria mais recebendo advogado José Luís de Oliveira Lima, o Juca, que coordena a defesa do empresário.

Vorcaro deixou a cela especial na sede da PF e voltou para a carceragem comum nesta segunda-feira (18), em mais um sinal de que a delação não iria adiante.

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