O relatório final da política nacional dos minerais críticos e estratégicos amplia o poder do governo federal sobre projetos, contratos, exportações e operações societárias envolvendo ativos considerados estratégicos para o país.
A proposta, elaborada pelo deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), cria o CMCE (Conselho Especial de Minerais Críticos e Estratégicos), que terá papel central na definição da lista de minerais críticos e estratégicos, no enquadramento de projetos prioritários e na análise de operações que possam afetar a segurança econômica ou geopolítica do Brasil.
Pelo texto, a lista de minerais críticos e estratégicos será definida pelo próprio conselho e revisada a cada quatro anos. A proposta também estabelece princípios como soberania nacional, supremacia do interesse público e segurança jurídica.
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Publicado em 2026-05-04 20:42:08Um dos pontos mais sensíveis do relatório é a previsão de análise prévia, pelo poder público, de operações societárias que resultem em transferência de controle, acesso a informações geológicas estratégicas ou participação relevante de empresas estrangeiras em companhias detentoras de direitos minerários sobre minerais críticos e estratégicos.
A análise prévia também poderá alcançar contratos, acordos ou parcerias internacionais que envolvam o fornecimento desses minerais em condições capazes de afetar a segurança econômica ou geopolítica do país.
Na prática, o texto dá ao governo instrumentos para acompanhar de perto movimentos de fusões e aquisições, acordos de fornecimento, entrada de capital estrangeiro e transferência de ativos minerais considerados estratégicos.
A proposta também prevê análise sobre a alienação, cessão ou oneração de ativos minerais críticos e estratégicos pertencentes, direta ou indiretamente, à União.