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Todas as segundas-feiras sai o Boletim Focus, do Banco Central, que faz uma pesquisa com mais de 100 agentes do mercado financeiro sobre expectativas para a economia brasileira. E a previsão para o IPCA deste ano continua crescendo; agora, é de 4,89%. A inflação está acelerando mesmo: foi de 0,7% em fevereiro e 0,88% em março. No acumulado dos últimos 12 meses, ainda está em 4,14%. A meta de inflação é 3%, admitindo-se um máximo de 4,5%, mas nas previsões esse limite já foi estourado, pois a estimativa é de quase 5%. Isso serve de alerta para o Banco Central, que cuida do crédito e da moeda.
Enquanto isso, o presidente Lula está propondo um plano de rolagem de dívida, para facilitar o pagamento dos endividados. Delfim Netto dizia, ironicamente, que dívida é para ser rolada, não para ser paga. Pois a dívida do Estado brasileiro está em R$ 10,356 trilhões. São papéis jogados no mercado, pelos quais o Estado paga juros para poder cobrir suas dívidas, porque gasta demais. Os municípios têm superávit; já no governo federal, o déficit primário de março foi de R$ 80 bilhões. Não sei como a economia brasileira resiste.
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Atenção às promessas mirabolantes na campanha eleitoral
Margaret Thatcher dizia que não existe dinheiro público; o que existe é uma parte do trabalho das pessoas que vai para o Estado. E quando acabar esse dinheiro, como é que o Estado faz? Essa é uma questão muito séria, pois veremos muitas promessas e mentiras durante a campanha eleitoral, e é bom que fiquemos com todos os pés atrás em relação a promessas e discursos de políticos. Como eleitores e pagadores de impostos, temos de endurecer a espinha; não dá para nos curvarmos só porque o sujeito é político. O político é nosso empregado, nosso mandatário. Os mandantes somos nós. O poder emana do povo, que o exerce através de seus representantes, diz a Constituição. Eles são nossos procuradores, é bom ficarmos repetindo isso para fixar na mente. E agora temos uma voz pública, uma voz digital; todos podem nos ouvir, não dependemos mais de uma estação de televisão ou de um meio específico. A ágora digital está disponível para todos criticarem, reclamarem e cobrarem daqueles que se dispõem a nos representar.
Dinheiro de emendas não compra mais a lealdade dos congressistas?
Falando em gasto público, é interessante essa história de liberar verbas em momentos de votação, como aconteceu nas votações da semana passada. Lula liberou R$ 12 bilhões em emendas, mas pelo jeito os que receberam as emendas, de um modo geral, disseram “não estamos mais à venda”. Tomara mesmo que isso seja verdadeiro.
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Conteúdo editado por: Marcio Antonio Campos