O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, convocou líderes de toda a sociedade para combater o antissemitismo após o ataque a faca contra dois homens judeus e uma série de outras agressões, informou seu gabinete.
Os ataques deixaram as comunidades com medo por sua segurança e aumentaram a pressão sobre o Partido Trabalhista, no poder, especialmente às vésperas das eleições locais de 7 de maio.
O líder do Partido Conservador, na oposição, classificou o antissemitismo como uma “emergência nacional”.
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Publicado em 2026-05-04 20:49:13Desde então, o governo elevou o nível de alerta nacional de terrorismo para “grave” e anunciou um investimento adicional de US$ 33,8 milhões para reforçar a proteção da comunidade judaica do país, estimada em 290 mil pessoas.
Starmer, cuja esposa é judia, afirmou em um comunicado nesta segunda-feira (4) que os ataques a faca da semana passada fazem parte de um padrão crescente de antissemitismo que deixou as comunidades judaicas do país amedrontadas e revoltadas.
“Não se enganem, esta crise é uma crise para todos nós. É um teste aos nossos valores… não basta simplesmente dizer que estamos ao lado das comunidades judaicas. Precisamos demonstrar isso”, acrescentou.
O encontro de terça-feira (4) reunirá representantes do setor empresarial, da sociedade civil, da saúde, da cultura, do ensino superior e da polícia para participar de discussões com membros da comunidade judaica, com a presença de ministros.
O governo, que também prometeu legislação para lidar com ameaças patrocinadas pelo Estado, afirmou que o evento faz parte de seus esforços para acelerar o trabalho de combate ao extremismo, proteger a comunidade judaica e fortalecer a coesão social.
O Índice Global de Terrorismo, divulgado pelo Instituto para Economia e Paz, apontou que, embora as mortes por terrorismo tenham diminuído no mundo em 2025, as fatalidades relacionadas ao terrorismo em países ocidentais aumentaram 280% em comparação com 2024, impulsionadas principalmente pelo antissemitismo, pela islamofobia e pelo terrorismo político.
Na Inglaterra, dados governamentais publicados no ano passado mostraram aumentos acentuados nos crimes de ódio contra as comunidades judaica e muçulmana nos meses que se seguiram ao ataque do Hamas a Israel em 2023, que desencadeou a guerra em Gaza.