Lula e Floriano Peixoto são os únicos presidentes que tiveram indicações barradas. (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

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Após a derrota histórica no Senado Federal, os parlamentares acreditam que o Supremo Tribunal Federal (STF) passará o ano de 2026 sem um de seus ministros. O advogado-geral da União, Jorge Messias, foi rejeitado para o cargo de ministro com 42 votos, contra 34 pela aprovação, na sessão desta quarta-feira (29).

À Gazeta do Povo, parlamentares e assessores avaliaram que não há clima para uma indicação no curto prazo. O relator da indicação, senador Weverton Rocha (PDT-MA), avaliou que o presidente Lula (PT) não deve mais tratar do tema até as eleições.

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Principal articulador da rejeição, o presidente do senado, Davi Alcolumbre (União-AP) não deve pautar o tema em 2026, deixando para o próximo presidente o poder de indicação. De acordo com a Folha de São Paulo, ele já teria feito essa promessa à oposição, a menos que o indicado seja o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG).

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Alcolumbre é apontado como um dos principais responsáveis pela rejeição de Messias. (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

A rejeição inédita em 132 anos pegou de surpresa até mesmo os que votaram contra Messias. Com isso, a direita aumentou suas expectativas de veto ao projeto de lei da dosimetria, o que é analisado nesta quinta-feira (30).

No dia 9 de outubro de 2025, Luís Roberto Barroso anunciou que iria se aposentar não em dezembro de 2033, mas naquele momento. A saída de fato ocorreu no dia 15 de outubro. Com isso, Lula ganhou a oportunidade de indicar seu terceiro membro neste mandato, em meio ao lobby de grupos identitários por uma ministra negra e à pretensão de Alcolumbre por Pacheco.

Durante a sabatina, a oposição já havia defendido que apenas o próximo presidente indique um novo ministro. Para o senador Rogério Carvalho (PT-SE), dar poder de indicação apenas ao próximo presidente seria antidemocrático e revela autoritarismo da oposição.

Quais senadores votaram na rejeição de Messias ao STF