A Suzano teve um resultado operacional abaixo do esperado pelo mercado no primeiro trimestre, em meio ao impacto da desvalorização do dólar, mas apoiado em parte por aumentos de preços e volumes de venda de celulose.

A companhia anunciou nesta quarta-feira (29) que o resultado operacional medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado foi de R$ 4,58 bilhões, queda de 6% no comparativo anual, com margem se mantendo em 42%.

Analistas, em média, esperavam Ebitda de R$ 4,8 bilhões para a Suzano no primeiro trimestre, segundo dados compilados pela LSEG.

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A empresa registrou um custo caixa de produção de celulose, importante indicador de eficiência do setor, de R$ 802, queda de 7% sobre o primeiro trimestre do ano passado. O dado não inclui efeito de paradas para manutenção.

Segundo a empresa, os impactos da guerra no Oriente Médio, que causou uma disparada nos preços de combustíveis, foram mitigados por operações de hedge, afirmou a Suzano em comunicado à imprensa.

A Suzano elevou as vendas de celulose em 7% sobre um ano antes, a 2,835 milhões de toneladas, com destaque para vendas na Ásia e América do Norte. O preço médio líquido de celulose no período foi 1% maior que um ano antes, a US$ 560 a tonelada.

A companhia teve lucro líquido de R$ 4,3 bilhões no primeiro trimestre, queda de 32% sobre o mesmo período do ano passado. Analistas, em média, esperavam lucro líquido de R$ 1,82 bilhão, segundo dados compilados pela LSEG.

A Suzano terminou março com uma alavancagem financeira de 3,2 vezes em reais ante 3,1 vezes no final do primeiro trimestre do ano passado. Em dólares, a alavancagem cresceu de 3 para 3,3 vezes.



Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/negocios/suzano-tem-resultado-operacional-do-1o-trimestre-abaixo-do-esperado/