Michel Temer, ex-presidente do Brasil. (Foto: LULA MARQUES | Wikimedia Commons)

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O ex-presidente da República Michel Temer (MDB) avaliou, nesta segunda-feira (27), como negativa a resposta que Gilmar Mendes deu ao ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), pelos vídeos em que este satiriza o Supremo Tribunal Federal (STF). Temer acredita que tal reação trouxe a polarização política ao tribunal.

“Eu acho que o ministro Gilmar não deveria ter respondido porque, quanto mais ele responde, evidentemente mais argumentos ele dá para a contestação”, declarou Temer no Fórum Paulista de Desenvolvimento, em Itu (SP).

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Para Temer, faltou “diálogo”, tanto interno como entre Poderes. Para o ex-presidente, que também é advogado com especialização em Direito Constitucional, a Corte foi contaminada pelo clima político beligerante da sociedade.

“(Faltou) não só o diálogo interno nos Poderes, mas até o diálogo entre Poderes. E a falta de diálogo entre Poderes é que gerou aquilo que as pessoas chamam de polarização, que eu chamo de radicalização”, concluiu.

Na semana passada, o decano do STF caçoou do sotaque de Zema. Para o ministro, Zema falaria em “um dialeto do Timor Leste” difícil de entender. Zema rebateu o ministro do STF, destacando que o problema não seria o ministro não entender o que ele fala, mas os brasileiros não entenderem as atitudes da Corte, numa escalada que teve início quando o pré-candidato do Novo criticou o envolvimento de ministros no escândalo do Master.

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