O presidente Donald Trump afirmou nesta quarta-feira (20) que os Estados Unidos estão “libertando Cuba” e que não pode dizer o que acontecerá com a ilha a seguir.
O comentário foi feito horas depois do Departamento de Justiça acusar criminalmente o ex-presidente cubano Raúl Castro.
Castro, foi acusado criminalmente nos Estados Unidos nesta quarta-feira (20) por conspiração para matar cidadãos americanos, destruição de aeronave e homicídio — alegações referentes a um caso de 1996.
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Publicado em 2026-05-20 17:20:58Aos 94 anos, ele é um dos últimos líderes sobreviventes da revolução cubana e continua sendo influente na ilha, mesmo depois de ter deixado oficialmente o poder.
As acusações se referem a um caso de 1996, quando duas aeronaves civis pertencentes à organização de exilados cubano-americanos Irmãos ao Resgate foram abatidas.
Raúl Castro, que era ministro da Defesa na época, é acusado de ter ordenado o ataque, que matou quatro homens, incluindo três cidadãos americanos.
Ele é acusado de conspiração para matar cidadãos americanos, destruição de uma aeronave e homicídio. Há outros réus indiciados.
Castro, de 94 anos, assumiu a Presidência em 2008, após a doença de seu irmão, Fidel. Ele deixou o cargo em 2018, dois anos após a morte do irmão, mas continua sendo uma figura poderosa na política cubana.
Reação às acusações contra Raúl Castro
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou nesta quarta-feira (20) que a acusação dos Estados Unidos contra seu antecessor, Raúl Castro, é uma “manobra política sem qualquer fundamento legal” que busca apenas justificar a agressão americana contra seu país.
“A suposta acusação contra o general do Exército Raúl Castro Ruz, recém-anunciada pelo governo dos EUA, apenas expõe a arrogância e a frustração que os representantes do império sentem por causa da firmeza inabalável da Revolução Cubana e da unidade e força moral de sua liderança”, escreveu na rede social X.
Díaz-Canel afirmou que os EUA estão mentindo sobre os eventos que envolveram a queda do avião que transportava membros do grupo Irmãos ao Resgate em 1996, organização que ele classificou como “narcoterrorista”.
“Em 24 de fevereiro de 1996, Cuba agiu em legítima defesa, dentro de suas águas territoriais, após sucessivas e perigosas violações de nosso espaço aéreo por terroristas notórios, das quais a administração dos EUA da época foi alertada em mais de uma dúzia de ocasiões, mas ignorou os avisos e permitiu as violações”, disse Díaz-Canel.