O presidente dos EUA, Donald Trump, sancionou nesta quinta-feira (30) a lei que financia as agências do DHS (Departamento de Segurança Interna), incluindo o Serviço Secreto e a Administração de Segurança dos Transportes, pondo fim à paralisação parcial que afeta as operações do DHS há quase 11 semanas.
O impasse foi rompido quando a Câmara dos Deputados, controlada pelos republicanos, aprovou por unanimidade um projeto de lei aprovado pelo Senado que os conservadores se recusaram a considerar no mês passado.
A Câmara aprovou a legislação enquanto as autoridades advertiam que o financiamento atual estava prestes a se esgotar, ameaçando o caos nos aeroportos e apresentando possíveis vulnerabilidades à segurança nacional.
Recomendamos para você
Impasse nas negociações entre EUA e Irã, e preocupação de que Trump possa retomar bombardeios faz preço do petróleo disparar
Impasse no Oriente Médio causa nova alta do petróleo O preço do petróleo voltou a dispar...
Publicado em 2026-04-30 21:24:17
Vitórias no Congresso animam direita para eleições, anistia e CPI
Rejeição de Jorge Messias e aprovação definitiva da dosimetria dá novo impulso para candidatos ...
Publicado em 2026-04-30 21:15:00
Pessoa tranquila e pai de família: saiba quem era o comerciante encontrado morto dentro de fossa após sair para pescar no TO
Após quatro dias desaparecido, homem é encontrado morto na zona rural de Monte do Carmo O ...
Publicado em 2026-04-30 21:13:53Isso representou uma vitória para Trump e para o líder da maioria no Senado, John Thune, que havia pressionado os republicanos da Câmara a aprovar o projeto de lei sem modificações.
A legislação, que o Senado aprovou por unanimidade duas vezes, em 27 de março e 2 de abril, financiará as agências do DHS que não estão envolvidas na repressão à imigração de Trump até 30 de setembro, o final do ano fiscal de 2026. Essas agências incluem a FEMA, a Guarda Costeira dos EUA e a Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura.
Pedidos para avançar com o projeto de lei mais amplo do DHS se intensificaram após o ataque de sábado (25) no jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca em Washington, onde os promotores dizem que um homem tentou assassinar Trump.
O escritório de orçamento da Casa Branca também alertou que as operações de segurança interna afetadas não poderiam pagar os funcionários em maio.
Os republicanos da linha-dura da Câmara e outros conservadores se opuseram ao projeto de lei do DHS porque sua linguagem omitia o financiamento para o ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA) e para a Patrulha de Fronteira, após a morte a tiros de dois cidadãos norte-americanos por agentes de imigração em Minneapolis.
Os líderes republicanos conseguiram amenizar a situação na quarta-feira (29), aprovando um projeto orçamentário de US$ 70 bilhões aprovado pelo Senado para fornecer dinheiro novo para o ICE e a Patrulha de Fronteira, o que permitiu que os comitês do Congresso começassem a redigir uma legislação de financiamento separada para essas agências.
Os republicanos esperam aprovar essa legislação em maio, usando um procedimento especial de “reconciliação orçamentária” que lhes permite contornar a oposição democrata no Senado.
As duas agências de fiscalização de imigração receberam mais de US$ 130 bilhões em financiamento no ano passado por meio do mesmo procedimento, um grande impulso que Trump solicitou para realizar sua campanha maciça de deportação de imigrantes.
O financiamento para a maior parte do DHS acabou em 14 de fevereiro, quando os democratas pressionaram os republicanos e a Casa Branca a aceitar novas restrições ao ICE e à Patrulha de Fronteira.
Os democratas insistiram que a fiscalização da imigração estivesse sujeita às mesmas regras operacionais das forças policiais dos Estados Unidos, incluindo a exigência de que mandados judiciais fossem obtidos antes que os agentes pudessem entrar em residências particulares. Mas semanas de negociações terminaram em um impasse.