TSE forma maioria para cassar governador de Roraima
Ministros analisam abuso de poder por Antonio Denarium nas eleições de 2022; decisão prevê novas eleições no estado
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) formou maioria nesta terça-feira (28) para cassar o mandato do atual governador de Roraima, Edilson Damião (União Brasil), e teve unanimidade entre os ministros para manter a inelegibilidade do ex-governador Antonio Denarium (PP) por oito anos.
Denarium renunciou ao cargo em março deste ano para disputar uma vaga no Senado. Com a saída, Damião assumiu o comando do Executivo estadual.
O processo apura acusações de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Segundo a acusação, a chapa eleita teria utilizado a máquina pública e programas sociais, como o “Cesta da Família” e o “Morar Melhor”, para obter vantagem indevida na disputa.
Recomendamos para você
A saída dos Emirados Árabes da Opep: os impactos no petróleo e os efeitos para Trump - O Assunto #1709
Os Emirados Árabes Unidos decidiram, após quase 60 anos de alinhamento, sair da Organizaç...
Publicado em 2026-04-29 00:30:33
Senado dos EUA rejeita projeto para conter possíveis ações militares de Trump em Cuba
Senado dos EUA rejeita projeto democrata para limitar poderes de Trump sobre autorizar possível ata...
Publicado em 2026-04-29 00:28:28
TSE deve definir na quinta como fica o governo de Roraima após cassação do governador
TSE forma maioria para cassar governador de RR e tornar ex-governador inelegível O Tribunal...
Publicado em 2026-04-29 00:02:50A maioria da Corte acompanhou o entendimento do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de Roraima, que havia cassado os mandatos e determinado a realização de novas eleições no estado.
Mas com a renúncia de Denarium, os ministros consideraram prejudicada a análise sobre a cassação de seu mandato, mas mantiveram a sanção de inelegibilidade.
Em relação a Edilson Damião, os ministros formaram maioria para manter a cassação e o afastamento do cargo. A decisão também confirma a nulidade dos votos recebidos pela chapa e determina a realização de novas eleições.
Apesar da formação de maioria e de todos os sete ministros já terem votado, a conclusão do julgamento foi adiada para quinta-feira (30).
A presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, afirmou que o resultado final será proclamado após a complementação de voto do ministro André Mendonça e eventuais manifestações dos demais integrantes do tribunal.
A defesa nega irregularidades e sustenta que não houve prática ilegal durante a campanha eleitoral.