União Europeia vai impor sanções contra colonos violentos da Cisjordânia
Bloco também adotou medidas contra figuras importantes do grupo palestino Hamas
Os ministros das Relações Exteriores da União Europeia chegaram a um acordo nesta segunda-feira (11) sobre novas sanções contra colonos israelenses violentos na Cisjordânia ocupada, assim como contra figuras importantes do Hamas, disse a chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas.
O pacote de sanções, que tem como alvo três colonos e quatro organizações de colonos cujas identidades ainda não foram divulgadas, estava bloqueado há meses pelo governo húngaro de Viktor Orbán, que perdeu as eleições no mês passado.
Governos europeus manifestaram preocupação com o crescimento de relatos de violência de colonos contra palestinos na Cisjordânia.
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Publicado em 2026-05-11 19:22:09"Já era hora de sairmos do impasse e partirmos para a ação", disse Kallas em uma publicação no X. "Extremismos e violência têm consequências", acrescentou.
O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, disse no X que a UE "optou, de forma arbitrária e política, por impor sanções a cidadãos e entidades israelenses por causa de suas opiniões políticas e sem qualquer fundamento".
"Igualmente ultrajante é a comparação inaceitável que a União Europeia escolheu fazer entre cidadãos israelenses e terroristas do Hamas. Trata-se de uma equivalência moral completamente distorcida", acrescentou.
"Enquanto Israel e os EUA 'fazem o trabalho sujo da Europa' ao lutarem pela civilização contra lunáticos jihadistas no Irã e em outros lugares, a União Europeia expôs sua falência moral ao traçar uma falsa simetria entre cidadãos israelenses e terroristas do Hamas", publicou o gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, no X.
Basem Naim, autoridade de alto escalão do Hamas, também criticou a medida nos pontos em que se refere a seu grupo, afirmando que a UE insiste no que descreveu como hipocrisia política e racismo.
"Isso equipara um carrasco fascista que se vangloria de cometer genocídio e limpeza étnica, um Estado pária que viola todas as leis internacionais, à vítima que se defende de acordo com todas as leis e estatutos", disse ele à Reuters.