Pesquisas conduzidas na Unesp (Universidade Estadual Paulista) demonstraram que células do vaso sanguíneo influenciam diretamente a formação e maturação dos ossos. A interação entre os vasos e a formação óssea é a mais ativa encontrada até então e pode contribuir com o aprimoramento de tratamentos de doenças como diabetes e osteoporose.
Um dos trabalhos, liderado por cientistas do Laboratório de Bioensaios e Dinâmica Celular do Instituto de Biociências de Botucatu, foi publicado na revista Cell Biochemistry and Function e indica que as células que revestem internamente os vasos liberam sinais que tornam favorável a maturação das células ósseas. Sendo assim, essas células exercem papel instrutivo na formação e regeneração.
Em entrevista à Agência Fapesp, o professor Willian Fernando Zambuzzi, coordenador do LaBio, explica que os estudos propõem uma visão integrada da formação óssea, capaz de alterar o entendimento dos vasos apenas como suporte para “elementos-guia” do tecido. “Esses resultados ajudam a desvendar por que alterações vasculares, comuns no envelhecimento, no diabetes e na hipertensão, frequentemente coexistem com fragilidade óssea”, explica.
Recomendamos para você
Produtos para emagrecimento e mercadorias contrabandeadas são apreendidos em operações da polícia no interior de SP
Produtos estavam no veículo abordado na Rodovia Orlando Quagliato em Ourinhos Polícia Rodo...
Publicado em 2026-05-21 18:35:12
Republicanos em MG cogita Cleitinho para disputa presidencial após desgaste de Flávio Bolsonaro
Cleitinho (Republicanos-MG) Agência Senado/Reprodução O presidente do Republicanos em Min...
Publicado em 2026-05-21 18:35:06
'Dia D' da campanha do Agasalho da EPTV tem arrecadação no sábado; veja locais para doar
'Dia 'D' intensifica campanha do agasalho em Dourado A EPTV promove, neste sábado (23), o "...
Publicado em 2026-05-21 18:31:11O especialista também fala sobre a ligação da descoberta com doenças endócrinas, como o diabetes: durante a remodelação óssea, proteínas são liberadas na circulação e exercem efeito sistêmico, capaz de alterar a quebra da glicose no pâncreas. “É possível compreender melhor a causa de diversas patologias e trazer pistas para o desenvolvimento de novos biofármacos e estratégias terapêuticas voltadas a doenças como diabetes”, explica Zambuzzi.
*Com informações da Agência Fapesp