O banco Inter atingiu a marca de R$ 50 bilhões em carteira de crédito, em um ritmo de crescimento superior ao do mercado, mesmo diante de um cenário macroeconômico desafiador.

Em entrevista ao CNN Money, Alexandre Riccio comentou as estratégias adotadas pela instituição para avançar na concessão de crédito apesar da elevada inadimplência e do endividamento das famílias brasileiras.

Estratégia conservadora como diferencial

Riccio explicou que o Inter adota, há pelo menos quatro ou cinco anos, uma estratégia de crédito que ele define como cautelosa e conservadora. Segundo ele, dois terços da carteira são compostos por créditos colateralizados, enquanto o terço restante é formado por créditos sem garantia.

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“O ambiente é desafiador do ponto de vista de inadimplência. Quando a gente abre o jornal recorrentemente, nós vemos um recorde de quantidade de pessoas com nome no Serasa”, afirmou.

A principal vantagem dos créditos colateralizados, de acordo com Riccio, é a alta recuperabilidade. Mesmo em cenários de inadimplência elevada, a capacidade de recuperação desse tipo de crédito é maior, o que garante à instituição conforto para continuar crescendo.

“A consequência disso aparece muito nos números”, destacou.

Crescimento acima de 38% nas carteiras principais

As carteiras de crédito imobiliário, home equity e crédito consignado registraram crescimento acima de 38% nos últimos 12 meses. O financiamento imobiliário puro avançou 46%, o home equity cresceu aproximadamente 43% e a carteira imobiliária agregada expandiu 42% no período.

Riccio atribuiu esse desempenho ao que chamou de Inter by Design, conceito que representa o modelo estrutural de negócios da instituição, com foco em produtos de menor risco e maior valor para o cliente.

No segmento de cartão de crédito, o crescimento também foi considerado satisfatório, impulsionado sobretudo por clientes que têm o Inter como banco principal.

“Isso tem nos permitido manter o crescimento e ter a perspectiva de continuar crescendo ao longo do ano, apesar do cenário”, disse Riccio.

Inadimplência pode crescer, mas receitas compensam

Riccio foi direto ao afirmar que a estratégia adotada não significa que os índices de inadimplência não vão aumentar. Para ele, o que a instituição tem é a capacidade de gerar um volume maior de receitas que compense eventuais aumentos na inadimplência.

“Nós temos a capacidade de, em um momento de economia um pouco mais desafiador, gerar um volume de receitas maior, e esse volume de receitas atua para poder fazer a compensação de uma eventual inadimplência maior”, explicou.

Enquanto a carteira colateralizada não apresenta movimentos atípicos de inadimplência e segue com conforto para crescer, a carteira sem colateral é descrita por Riccio como “um pouco mais nervosa” nesses momentos, mas com receita suficiente para compensar a inadimplência acelerada. Segundo ele, ambas as frentes são geridas com rigor dentro da companhia.

Home equity: produto em expansão no Brasil

O home equity, modalidade em que o cliente utiliza um imóvel como garantia para obter crédito a taxas entre 1,4% e 2% ao mês, foi destacado por Riccio como um produto estratégico especialmente no atual cenário, com mais de 80 milhões de brasileiros negativados. O produto permite substituir dívidas com juros de até 10% ao mês e estender prazos de pagamento de cerca de 10 meses para até 100 ou 120 meses.

Questionado sobre por que o produto ainda é pouco popular no Brasil em comparação com países como os Estados Unidos, Riccio apontou dois fatores: o custo transacional inicial ainda elevado e a falta de popularização histórica do produto.

Ele avaliou, no entanto, que o mercado de home equity tem crescido a um ritmo de aproximadamente 22% ao ano e demonstrou otimismo com o futuro da modalidade.

“Eu acho que é uma boa aposta que nos próximos anos a gente vai ver esse mercado em franco crescimento e com nível de popularização diferente no Brasil”, concluiu.

 

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Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/negocios/volume-de-receitas-compensa-inadimplencia-diz-ceo-do-inter/