O YouTube derrubou o novo canal de Monark dias após o lançamento. Segundo a plataforma, houve violações às diretrizes da comunidade. (Foto: Monark Talks/Reprodução)

Ouça este conteúdo

A defesa do apresentador Bruno Monteiro Aiub, conhecido como Monark, informou nesta sexta (1) que o YouTube retirou do ar seu novo canal, o Bruno Aiub Show, poucos dias após o anúncio da iniciativa. Segundo os advogados, a plataforma alegou de forma genérica violações às diretrizes da comunidade.

Ainda de acordo com a defesa, o conteúdo publicado até então se limitava a um tour pelo estúdio que estava sendo preparado para futuras entrevistas. Os advogados afirmam que não há, no momento, qualquer ordem de censura vigente contra o influenciador nos inquéritos em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF).

Recomendamos para você

O apresentador apresentou recurso interno contra a decisão do YouTube e aguarda uma resposta da plataforma para avaliar quais medidas serão adotadas.

MP pede encerramento de ação contra Monark por nazismo, mas volta atrás

O Ministério Público de São Paulo retomou recentemente a ação civil pública contra Monark após recuar de um entendimento que havia sido favorável ao influenciador. Em manifestação protocolada em 15 de abril de 2026, a promotoria classificou como “equivocada” a peça anterior, apresentada em 31 de março, e solicitou que ela seja desconsiderada, voltando a defender a condenação do réu.

Na manifestação anterior, o promotor Marcelo Otávio Camargo havia pedido o encerramento da ação, que acusa Monark de promover “discurso de ódio”. O processo teve origem em declarações feitas durante um podcast, no qual o influenciador discutia os limites da liberdade de expressão ao abordar o nazismo. Com a retratação, a posição atual do MPSP passa novamente a ser pela procedência da ação.

Na ação civil pública, o Ministério Público sustenta que as falas de Monark configurariam discurso de ódio com lesão a direitos difusos e coletivos, caracterizando apologia ao nazismo. O pedido inclui a condenação do influenciador ao pagamento de R$ 4 milhões a título de dano social. A interpretação que afastava essa caracterização, adotada temporariamente em março, foi agora formalmente abandonada pelo órgão.

VEJA TAMBÉM:

Juristas contestam PGR em caso de suposta homofobia de Gilmar