Nódulos de tireoide: Kalil e especialistas explicam quando ter atenção
Endocrinologistas explicam que apenas 5% a 10% dos nódulos são malignos e alertam para sinais que exigem atenção médica imediata
A presença de nódulos na tireoide é uma ocorrência extremamente comum, afetando cerca de 50% da população. Com o avanço da idade, essa proporção aumenta significativamente, chegando a 70% entre as pessoas com mais de 70 anos. Apesar da alta incidência, o risco de malignidade é relativamente baixo.
De acordo com as endocrinologistas Suemi Marui e Rosa Paula Biscolla, entrevistadas pelo Dr. Roberto Kalil no CNN Sinais Vitais de sábado (12), apenas 5% a 10% desses nódulos representam tumores cancerígenos, o que torna a investigação médica essencial, mas não necessariamente alarmante.
O câncer de tireoide, na maioria dos casos, não provoca sintomas evidentes. No entanto, existem manifestações que devem acender um sinal de alerta.
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Publicado em 2026-10-06 12:34:25Entre eles estão o crescimento rápido do nódulo nas últimas semanas, a consistência endurecida ao toque, a presença de gânglios do mesmo lado do nódulo, além de rouquidão e dificuldade para engolir.
"Se a pessoa percebe o nódulo, ele é duro, e o médico examina, é duro e tem gânglio do mesmo lado, ele é importante", destacou Rosa Paula Biscolla.
Tipos de câncer de tireoide
As endocrinologistas destacaram dois tipos principais de câncer de tireoide. O primeiro, e mais frequente, é o carcinoma papilífero e folicular, que representa cerca de 85% dos casos.
Nesse tipo, a origem familiar é considerada apenas quando três ou mais indivíduos na mesma família são diagnosticados com a doença. "Até dois casos, geralmente é coincidência. Mais do que três ou mais, você já pode pensar em um aspecto mais familial", explicou Biscolla.
O segundo tipo é o carcinoma medular da tireoide, mais raro, mas com maior potencial de origem hereditária: em cerca de 25% dos casos, ele pode ter caráter familiar.
Nessas situações, o paciente diagnosticado deve realizar pesquisa genética para identificar o gene associado ao tumor. Caso a alteração seja confirmada, todos os familiares de primeiro grau também devem ser submetidos ao teste genético.
Questionada sobre qual tipo seria o mais agressivo, Biscolla explicou que a resposta depende diretamente da fase em que o diagnóstico é realizado. Se detectadas precocemente, as chances de cura são equivalentes para ambos os tipos.
Contudo, o carcinoma medular apresenta maior probabilidade de gerar metástases para linfonodos e gânglios, mesmo quando ainda pequeno, em comparação ao tipo folicular.